1/5/2021 16:28

Técnico do Volta Redonda já foi pagodeiro com padrinho pentacampeão mundial

Técnico do Volta Redonda já foi pagodeiro com padrinho pentacampeão mundial

Imagem: Caique Coufal/Volta Redonda

Ao levar o Volta Redonda à semifinal do Campeonato Carioca, o técnico Neto Colucci busca o primeiro título como profissional. Ex-jogador de futebol e futsal, começou a carreira à beira das quatro linhas quase por acaso e voltou às quadras pelo filho. O comandante esteve por diversas temporadas na base do próprio Voltaço e foi multicampeão como treinador no cenário universitário. Mas o primeiro contato mais estreito com jogadores profissionais se deu, curiosamente, por meio da música.



O adversário na luta por vaga na decisão do Estadual será o Flamengo (hoje, às 21h05), que conquistou a Taça Guanabara e é o atual campeão Carioca. O primeiro confronto será no Raulino de Oliveira, hoje, enquanto o segundo será no Maracanã, no próximo sábado. No último dia 24, coincidentemente, os times se enfrentaram em duelo que valeu o título desta primeira fase do Estadual — o Rubro-Negro venceu por 2 a 1.

"A expectativa, ainda mais por ser em casa, é boa. A gente não fez a partida ideal, o que gostaríamos de fazer, contra o Flamengo no Maracanã. Acho que oscilamos em alguns momentos, principalmente no início, que deu ao Flamengo mais confiança. Demoramos a entrar no jogo, mas no segundo tempo conseguimos ter boas ações, ter um pouco mais da posse de bola, e competir melhor. Ficou aquela sensação de que podemos evoluir e fazer melhor", disse, ao UOL Esporte.

"Playboys do Samba"

A relação de Neto Colucci com o futebol começou ainda cedo. Natural de Mendes-RJ, atuou na base de alguns times da região, o Voltaço entre eles, até chegar ao Serrano, de Petrópolis. Mas sofreu uma lesão e deixou os gramados.

Foi nesta época que uma brincadeira entre amigos virou coisa séria, e Neto Colucci, que tocava repique de mão, se tornou integrante de um grupo de pagode, o "Playboys do Samba", que chegou a ser apadrinhado pelo lateral Júnior, pentacampeão pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 2002 (ouça a faixa 'Desejo fatal' abaixo).

"Na época eu estava morando em Barra do Piraí e a gente tinha um grupo de amigos que jogava futebol. Neste meio, rola o pagode, o samba. Começou como uma brincadeira, cada um tocando um instrumento, e deu certo. Todo último dia da festa de exposição de Barra do Piraí, tinha 'Playboys do Samba'. Em um desses shows tinha uma empresária de São Paulo assistindo, prima do Luizão [centroavante]. Ele nos apresentou o Júnior, que nos abriu muitas portas. Com o tempo, estávamos longe de casa, gastando mais do que ganhando. Foi aí que pensei: 'Vou voltar, fazer educação física e trabalhar na área que gosto", conta.



Técnico 'por acaso'


Técnico 'por acaso'

Colucci voltou, fez educação física e retomou a carreira no mundo da bola, mas, desta vez, nas quadras. Vestiu a camisa do Piraí, Mendes, Vassouras e do Fluminense, que defendeu em 2002, centenário do clube. E foi justamente o fato de ter atuado pelo Tricolor das Laranjeiras que, indiretamente, fez ele iniciar a caminhada como treinador.


Neto Colucci, técnico do Volta Redonda, em ação no futsal do Fluminense... - Veja mais em https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/2021/05/01/tecnico-do-voltaco-ja-teve-grupo-de-pagode-e-brilhou-no-ciclo-universitario.htm?cmpid=copiaecola

"Tem uma competição aqui no Sul Fluminense, organizada pela afiliada da Globo [Copa Rio Sul de Futsal], e fui impedido de jogar porque não podia profissional. Aí, virei treinador. Eu não podia jogar, já estava me formando em educação física e trabalhava com base. Acabei assumindo o adulto de Mendes. Ali fiquei um bom tempo", lembra.

Volta às quadras pelo filho

Havia, porém, uma lacuna nesta história. Pai de um casal, ouvia dos filhos o pedido para que eles pudessem vê-lo em ação. Em 2017, aos 41 anos, Neto se preparou e retornou. Atuou na Copa Rio Sul de Futsal por Mendes:

"Tenho uma filha que hoje tem 18 anos [Barbara] e um filho de 11 [Brenno]. Em 2016 meu filho falava que nunca tinha me visto jogar e queria me ver atuando. Eu disse: "Então tá, em 2017 papai vai jogar". Emagreci de seis a oito quilos, voltei a treinar e joguei a competição para que ele pudesse me ver jogando. Foi uma realização para ele, que ia aos jogos e ficava doido."

Títulos no futebol universitário

O atual técnico do Volta Redonda busca uma conquista inédita no currículo, mas já levantou taças no futsal e foi multicampeão também no ciclo universitário. Colucci foi técnico de equipes masculinas e femininas de equipes que disputavam competições entre universidades, como a turma de Medicina e Engenharia da Universidade de Vassouras, e a de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Neste período, inclusive, vivia uma maratona e conciliava a agenda da base do Voltaço com os treinamentos dos jovens universitários. "Eu dava treino de manhã no Volta Redonda, à tarde para o pessoal de Medicina em Vassouras e à noite, às vezes era Engenharia, às vezes Direito, no Rio de Janeiro. Começava às 8h e tinha dias que estava iniciando treino às 22h, no Aterro do Flamengo", disse.

Mas Neto Colucci tinha um objetivo na carreira: ser treinador de uma equipe profissional. Com isso em mente, abriu mão das universidades e passou a se dedicar apenas ao Volta Redonda. A primeira oportunidade foi no Pérolas Negras, em meados de 2018. No retorno à base do Voltaço, levou o time à melhor campanha até hoje na Copa São Paulo de Futebol Júnior, tendo ficado na sexta colocação — foi eliminado para o finalista Vasco nas quartas.

Rápida passagem pelo Botafogo

Posteriormente, foi promovido à comissão técnica do profissional. Na retomada das categorias de base após a paralisação devido à pandemia de coronavírus, surgiu um convite para o sub-17 do Botafogo. Ele aceitou, mas a passagem acabou sendo rápida. Deixou General Severiano para realizar o sonho, e "em casa".

Em 2019, após a Copinha, fizemos um bom Carioca. Quando o Toninho [Andrade] saiu, houve um apelo para que eu assumisse em 2020. Mas, em novembro, o Volta Redonda trouxe o Luizinho Vieira. O vice-presidente me chamou para ser auxiliar permanente. Aceitei, mas deixando claro que, respeitando o Luizinho, gostaria de ser treinador. Após a retomada da pandemia, apareceu o convite do Botafogo. Eles me liberaram, mas disseram que contavam comigo para 2021. E para ser honesto, eu não levava fé que em 2021 seria eu", lembrou.

"Com os tropeços do Luizinho, o clube ficou em uma situação difícil. Pensei: 'Vamos que é a hora'. Perguntei se independentemente do que acontecesse eu permaneceria em 2021 e mergulhei de cabeça", completou.



Surpresa consistente

Mais uma vez surpreendendo entre os grandes do Rio de Janeiro, o Volta Redonda mostrou um futebol consistente, venceu Fluminense e Vasco, empatou com o Botafogo e perdeu para os titulares do Flamengo dando trabalho aos bicampeões brasileiros.

"O Volta Redonda, nos últimos anos, tem feito bons trabalhos e figurado em cima. Isso já ajuda bastante. Agora, o que mais deu sustentação durante a competição foi a mudança de postura. O meu conceito de jogo, atrelado ao trabalho da preparação física e comissão técnica, é de jogar mais ofensivo, e, não, 'como time pequeno', como dizem, por uma bola ou duas no jogo. Acho que fez com que o Volta Redonda surpreendesse.





Volta Redonda, Campeonato Carioca

1050 visitas - Fonte: UOL


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