No primeiro dia do ano, o Chelsea surpreendeu a todos com o anúncio da saída de Enzo Maresca. Essa decisão só veio a aumentar uma estatística que já se tornara comum no clube: a frequência de mudanças de técnicos, independentemente de quem seja o proprietário. Desde a era de Roman Abramovich até a atual administração de Todd Boehly, o Chelsea tem se adaptado a constantes trocas de comando, o que o afasta da realidade dos principais clubes ingleses e o aproxima da realidade dos clubes brasileiros. Maresca é o sexto técnico a comandar o Chelsea desde 2020, e ao longo da última década, este já é o oitavo treinador a deixar o clube. Desde o início do século XXI, o número subiu para impressionantes 19 mudanças de técnicos, registro que ilustra um fenômeno raro entre as equipes de elite da Inglaterra.
Em comparação com seus principais concorrentes, a gestão do Chelsea à frente do seu corpo técnico destaca-se negativamente. O Arsenal, por exemplo, teve apenas três treinadores neste século: Arsene Wenger, Unai Emery e Mikel Arteta. O Manchester United, por outro lado, apesar da longa e lendária passagem de Alex Ferguson, comanda uma lista de treinadores que inclui David Moyes, Louis van Gaal, José Mourinho, Ole Gunnar Solskjær, Ralf Rangnick e Erik ten Hag após a saída de Ferguson em 2013. Em contraste, o Liverpool se consolidou como um exemplo de estabilidade, tendo apenas sete técnicos no século XXI, sendo que nos últimos dez anos, apenas Jurgen Klopp e Arne Slot passaram a frente da equipe.
Quando analisado sob a perspectiva do futebol brasileiro, o Chelsea ainda assim se destaca em termos de mudanças frequentes de técnicos, embora haja exceções notáveis. O Palmeiras, por exemplo, optou pela continuidade com Abel Ferreira desde novembro de 2020. Durante o mesmo intervalo, o Chelsea viu a passagem de Frank Lampard (em duas ocasiões), Thomas Tuchel, Graham Potter, Mauricio Pochettino e Enzo Maresca, além do interino Bruno Saltor Grau, que dirigiu a equipe em apenas uma partida. Assim, o próximo treinador do Chelsea será o sexto diferente em menos de seis anos.
Resumidamente, clubes como Flamengo e São Paulo apresentaram um número semelhante de mudanças, com sete treinadores no mesmo intervalo de tempo. Outros clubes como Fluminense e Internacional se destacaram com oito trocas, enquanto o Grêmio teve nove, e o Atlético-MG alcançou dez. O Corinthians trocou de técnico em 11 ocasiões, e clubes como Botafogo e Cruzeiro em 14. No fim das contas, o Vasco é o campeão de mudanças, com um total de 16 treinadores neste período.




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