Na primeira segunda-feira do ano, precisamente no dia 5, o Flamengo encaminhou um projeto à Secretaria de Esporte e Lazer do Governo do Estado do Rio de Janeiro. O intuito é captar R$ 8.365.137,82 por meio da lei de incentivo estadual, com a meta de concluir as obras do miniestádio localizado no Ninho do Urubu. A finalização da construção está prevista para abril de 2028.
O miniestádio, projetado para sediar jogos das categorias de base do clube, está em andamento desde 2024. Até o momento, o campo já se encontra devidamente preparado, com as medidas oficiais da FIFA e o alambrado em fase final. Contudo, a construção de vestiários, uma torre de transmissão e uma arquibancada para aproximadamente duas mil pessoas ainda é necessária para a completa finalização do espaço.
Conforme o planejamento do Flamengo, a arquibancada não está inclusa no orçamento aprovado. O projeto financeiro abrange várias obras essenciais, como a construção de quatro vestiários para os atletas, dois para a equipe de arbitragem, uma sala para coleta de material de controle de doping, salas de reuniões e recepção, bem como um espaço administrativo e um camarote localizados no segundo pavimento. Além disso, estão previstas a cobertura da área técnica e a execução das torres de placar e impedimento.
A justificativa enviada pelo clube destaca a importância de condições estruturais adequadas para o desenvolvimento de equipes e atletas de alto rendimento. Para alcançar padrões elevados de excelência, é necessário contar com recursos financeiros robustos e contínuos. O apoio via Lei de Incentivo ao Esporte (ICMS) é considerado fundamental para viabilizar este projeto, pois direciona investimentos em infraestrutura e serviços que garantem a preparação técnica e física dos atletas. O Flamengo acredita que esse mecanismo não apenas fortalece a instituição, mas também contribui para a consolidação do Estado do Rio de Janeiro como um referência nacional, incentivando a descoberta e o crescimento de novos talentos em um ambiente seguro e apropriado para a prática do futebol.
Para ter acesso ao incentivo estadual solicitado, o Flamengo deve apresentar todas as certidões exigidas pelo Governo, incluindo a Certidão Negativa de Débito (CND) e a Certidão de Regularidade Fiscal, bem como comprovar todos os gastos realizados com a verba pública. Além disso, o clube planeja destinar R$ 2.091.284,46 para contrapartidas sociais, conforme uma resolução de 2019 da Secretaria de Esporte, que visa investir em eventos esportivos de impacto social em áreas menos favorecidas.
Atualmente, o Flamengo aguarda a liberação de R$ 1 milhão, uma cota anunciada pelo governo estadual para os três clubes cariocas que participaram da Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos, destinada a promover o turismo no estado. Seis meses após o Mundial, o Flamengo é o único dos clubes que ainda não recebeu a verba, devido a uma divergência relacionada à emissão da nota fiscal.
Atualmente, o Flamengo possui dez campos distribuídos entre as categorias de base e o time profissional. O elenco principal utiliza preferencialmente os campos 1, 2 e 3, enquanto os campos 4, 5 e 6 são destinados à base. Apenas o campo 2 conta com grama híbrida, similar à do Maracanã. Os campos 7, 8 e 9 têm tamanho reduzido e são cobertos com grama sintética. O miniestádio, que já está em uso, foi o último a ser concluído. No entanto, o planejamento do clube prevê um total de 13 campos, e a diretoria recentemente adquiriu dois terrenos adjacentes ao CT, onde pretende construir mais três campos, sendo dois com medidas oficiais e um menor.




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