No clássico contra o Vasco, o Flamengo demonstrou claramente a estratégia elaborada pelo técnico Filipe Luís para o retorno da equipe principal ao Campeonato Carioca. Mesmo sem abrir o placar no primeiro tempo, o Rubro-Negro teve controle do jogo, superioridade territorial e criou um bom volume de jogo, evidenciando um planejamento bem definido desde os primeiros minutos.
Após três partidas com a equipe sub-20, a diretoria do Flamengo decidiu alterar o rumo da competição, temendo uma possível participação no quadrangular do rebaixamento. Filipe Luís reassumiu o comando do time e optou por uma formação ofensiva e dominante, buscando retomar o controle do campeonato. Apenas Jorginho, devido a um procedimento dentário, e Arrascaeta, que ainda não estava em condições físicas, não participaram do confronto.
O Flamengo começou a partida utilizando o esquema 4-2-3-1, com Rossi no gol; Emerson Royal, Vitão, Léo Pereira e Daniel Sales na defesa; Pulgar e Everton Araújo no meio-campo; e Plata, Cebolinha e Carrascal à frente, com Bruno Henrique como atacante. A proposta era clara: manter o time compacto, pressionar o Vasco no campo ofensivo e impor a posse e a rápida circulação de bola para encurralar o adversário.
O trabalho de Pulgar e Everton Araújo no meio-campo permitiu liberdade para os jogadores mais criativos, como Carrascal, que se movimentou entre as linhas, enquanto Cebolinha e Plata buscavam ampliar o campo para abrir a defesa vascaína. Bruno Henrique foi acionado tanto em jogadas de profundidade quanto em oportunidades aéreas. A estratégia se mostrou eficaz, especialmente no primeiro tempo, em que o Flamengo terminou com aproximadamente 60% de posse de bola e 12 finalizações, sempre forçando o Vasco a se defender.
As principais oportunidades de gol surgiram pelas ações de Bruno Henrique, Cebolinha e Léo Pereira, com destaque para as jogadas de bola parada e infiltrações rápidas. A única razão para o Flamengo não ter saído em vantagem no intervalo foi a excelente atuação de Léo Jardim, o goleiro do Vasco, que fez defesas cruciais, incluindo uma intervenção espetacular logo aos cinco minutos após um desvio de Léo Pereira em uma cobrança de escanteio.
Do lado do Vasco, a postura foi predominantemente reativa, com uma linha defensiva baixa e focando nos contra-ataques, resultando em apenas uma finalização clara na primeira etapa. A estratégia defensiva deixou espaços entre linhas que o Flamengo explorou com frequência, o que se tornou ainda mais evidente no segundo tempo. Logo aos quatro minutos, o Vasco ficou em desvantagem numérica após um cartão vermelho direto para Cauan Barros, por uma falta dura em Carrascal.
Com a superioridade numérica, o Flamengo passou a dominar ainda mais o jogo. O plano de Filipe Luís se concretizou no placar aos 23 minutos da etapa final, quando Léo Pereira levantou a bola na área, e após um desvio errado de Piton, Carrascal finalizou de primeira da entrada da área, com a bola ainda tocando na trave antes de entrar, sem chances para o até então inspirado Léo Jardim.




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