Samuel Lino chegou ao Flamengo em julho de 2025 com o status de contratação mais cara da história do clube (R$ 143 milhões na época). Hoje, mais adaptado e com a experiência de ter decidido o último Brasileirão, o atacante de 25 anos entende que a pressão na Gávea é proporcional à sua grandeza. Para ele, a oscilação recente não é técnica, mas reflexo de um calendário desumano e de uma pré-temporada sacrificada pelas glórias de 2025.
A Blindagem Tática e Psicológica
Diferente do que muitos analistas apontam, Lino garante que não há falta de confiança. Ele atribui os momentos de "baixa intensidade" a fatores que fogem ao campo:
Fator Humano: "Não somos robôs. Às vezes jogamos com dor ou problemas pessoais que afetam o rendimento", desabafou o atleta.
Filipe Luís como Mentor: O atacante reforçou que o treinador foi o pilar de sua vinda e continua sendo fundamental para sua leitura de jogo. Filipe, que já declarou precisar "recuperar" o futebol do atacante, mantém uma relação de total transparência com o camisa 11.
Gestão de Elenco: A Sombra de Cebolinha e Paquetá
Lino vê com bons olhos a concorrência interna, especialmente com Everton Cebolinha. Para ele, a fartura de opções no elenco de 2026 é o que mantém o nível de intensidade alto:
Elevação de Nível: "Se der mole, eles tomam a vaga. Isso é ótimo para o grupo", afirmou.
Passagem de Bastão: Sobre o status de "mais caro", Lino brincou que agora o peso está com Lucas Paquetá, o que o deixa mais leve para focar apenas no futebol.
Projeção para a Recopa: O Voo na Argentina
O Flamengo inicia a decisão contra o Lanús nesta quinta-feira (19), às 21h30, no estádio La Fortaleza. Lino acredita que os dias recentes sem jogos de curto prazo foram o "respiro" que o elenco precisava.
"O corpo aguentar não é fácil, mas estamos melhorando. Daqui a pouco o Flamengo vai estar voando", projetou o atacante.
Com a cabeça "em paz" e o corpo recuperado, Samuel Lino quer usar a final na Argentina para silenciar as críticas e provar que o investimento feito pelo clube foi, na verdade, um investimento no futuro vencedor do Rubro-Negro. O sonho da Copa do Mundo continua vivo, e o palco da Recopa é o primeiro passo para retomar o protagonismo absoluto na América.
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