Presidente do Flamengo exige medidas disciplinares para SAFs e critica modelo após polêmica com o Botafogo

23/4/2026 22:47

Presidente do Flamengo exige medidas disciplinares para SAFs e critica modelo após polêmica com o Botafogo

Presidente do Flamengo exige medidas disciplinares para SAFs e critica modelo após polêmica com o Botafogo

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, manifestou preocupações quanto à eficácia das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) no Brasil, especialmente ao abordar o crescente endividamento de clubes que adotaram esse modelo. Durante um evento promovido pelo Comitê Brasileiro de Clubes, Baptista discutiu a situação crítica do Botafogo, que solicitou recuperação judicial devido a um passivo que triplicou desde a implementação da SAF.



O dirigente ressaltou que, ao assumir a SAF, a dívida do Botafogo era estimada em R$ 700 milhões, mas atualmente esse valor aumentou significativamente. Ele questionou como a solução proposta pela SAF poderia resultar em acumulação de dívidas adicionais que ultrapassaram a casa de um bilhão, sugerindo uma falha estrutural no modelo em questão.



Embora tenha apontado as fraquezas do sistema, Baptista também reconheceu que as SAFs podem ser positivas quando geridas com responsabilidade. Ele citou exemplos de clubes, como Red Bull Bragantino e Bahia, que têm demonstrado comprometimento em cumprir suas obrigações financeiras, reforçando a ideia de que o dinheiro investido no futebol deve ser acompanhado de responsabilidade e controles rigorosos.



O presidente do Flamengo reafirmou a necessidade de uma abordagem mais cautelosa nas transações financeiras envolvendo clubes, fazendo referências a possíveis negociações com a SAF do Vasco. Ele levantou inquietações sobre a possível participação do empresário Marcos Lamacchia, sugerindo que isso poderia configurá-la como propriedade cruzada, uma prática proibida por diversas legislações no âmbito futebolístico.



Baptista destacou a necessidade de garantias financeiras em operações de empréstimo, considerando que conceder garantias não tangíveis, como ações de SAF, pode representar um risco. Ele enfatizou a importância de se exigir colaterais reais, como ativos físicos, para assegurar a sustentabilidade das transações e evitar o endividamento excessivo dos clubes.



O dirigente finalizou ressaltando que a situação do Botafogo não deve se tornar o padrão desejável para a maioria. Para Baptista, é crucial aprender com os erros cometidos e assegurar que o fluxo de capital que entra nas organizações esportivas venha acompanhado de um compromisso real e sustentável com a gestão financeira.

198 visitas - Fonte: Torcida Flamengo


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