Em dois jogos, duas vitórias na Ilha do Urubu. A nova casa do Flamengo dá a sensação ao torcedor que o Flamengo ficou mais forte e com o diferencial que faltava contra concorrentes ao título – um campo para chamar de seu e para colocar pressão nos adversários do início ao fim dos jogos. Nesta quinta-feira, o Flamengo fez a quarta partida como mandante ao golear a Chapecoense por 5 a 1. De 12 pontos, somou oito, com aproveitamento de 66%. Mas na Ilha, por enquanto, foi só festa, com 100% em dois jogos.
O técnico Zé Ricardo evita expor publicamente metas e objetivo de pontos, mas no clube todos pensam no fator casa como ponto de desequilíbrio que promete levantar o time depois de um início instável no Campeonato Brasileiro. Os últimos campeões brasileiros tiveram desempenho quase irretocável em seus domínios nos últimos anos – com aproveitamento acima de 80% dos pontos conquistados em casa (Corinthians de 2015 bateu recorde com 87,7% dos pontos; Cruzeiro, em 2014, fez 82,4%).
Para citar o exemplo do ano passado, conforme levantamento do site Futdados, o Palmeiras fez 80,7% dos pontos em sua Arena. O Santos, que terminou ultrapassando o Flamengo na última rodada e foi vice-campeão, teve 82,4%, enquanto o Atlético-PR foi o de melhor aproveitamento com 84,2% de pontos conquistados em casa. Terceiro colocado na classificação geral, o Flamengo – que variou entre Volta Redonda, Brasília e Maracanã – foi a sexta melhor campanha em casa, com 71,9% dos pontos disputados como mandante.
Para chegar aos 80% de aproveitamento caseiros, nos 15 jogos que ainda faltam em casa o Flamengo precisaria somar 38 pontos dos 45 ainda em disputa – o que significaria 84% dos pontos restantes. O GloboEsporte.com lista algumas lições de casa que podem ajudar o time de Zé Ricardo a subir na tabela com sua nova ferramenta: a Ilha do Urubu.
Dupla inspirada (ou trio)
O início da partida contra a Chapecoense não foi fácil. Os catarinenses eram quem mais ficavam com a bola. Mas em dois toques Diego mudou tudo. Primeiro, depois de receber de Guerrero, abriu jogada para Rodinei, depois aproveitou o rebote e fez um golaço. O segundo gol foi obra do camisa 35 combinado a Guerrero, outro ponto de desequilíbrio do Flamengo. O time ainda depende muito da dupla para funcionar. Prova disso é que quando os dois falharam o Fla passou por dificuldades.
Na Libertadores, em duas partidas o camisa 9 perdeu muitas chances (Católica e Atlético-PR) fora. No Chile, Diego terminou sendo decisivo na derrota, ao fazer duas faltas próximo da própria área em momento do jogo que o Flamengo estava bem melhor que a Católica.
A boa notícia é que Éverton Ribeiro estreia domingo. É mais um nome para deixar em calafrios as defesas adversárias. E vai ser mais difícil que nenhum dos três funcione bem no mesmo jogo.
O fator Arão
O torcedor, que chegou a pegar um pouco no pé do camisa 5 por errar dois passes ofensivos depois do gol da Chapecoense, pode não ter reparado, mas Arão foi fundamental mais uma vez na vitória dessa quinta à noite. Iniciou a jogada do primeiro gol passando para Guerrero dominar na beira da área; deu lançamento rápido e preciso no contra-ataque do segundo gol para Diego; cabeceou e quase marcou no terceiro (no rebote, Guerrero marcou); e, para finalizar, passou de primeira no contra-ataque que Guerrero serviu a Diego no quarto gol.
Goleiro
Depois de assumir a vaga de Alex Muralha, que vinha mal na meta rubro-negra, o prata da casa Thiago falhou feio nesta noite de quinta-feira ao largar a bola nos pés de Victor Ramos no gol da Chapecoense. O lance assustou o time, que levou pressão em bolas seguidas jogadas na área pelos catarinenses. Por enquanto, os dirigentes mantêm firme o discurso de que não vão contratar jogador para a posição. Há confiança em Thiago – descrito como goleiro frio, que não se intimida com a pressão de ser o camisa 1 do Flamengo -, mas também expectativa de retomada gradativa de Muralha, que sentiu as críticas na pior fase meses depois de chegar à seleção brasileira.
Definições
Zé Ricardo tem dito que vai escalar a equipe de acordo com os adversários. Mas nem sempre as mudanças constantes são assimiladas num grupo com tantos jogadores competitivos. Quando parecia que daria sequência a Cuéllar no meio de campo – o colombiano foi o melhor ladrão de bolas do time em dois jogos consecutivos e notavelmente tem saída de bola melhor do que Márcio Araújo (como Zé já disse algumas vezes) -, o técnico retornou com Arão para o time e colocou o estrangeiro no banco. No segundo tempo, entrou Rômulo, que vinha de bom tempo fora – Zé justificou pela contribuição do volante nas bolas aéreas.
“Abaixem os ingressos”
Neste quesito, só quem pode mudar é a diretoria do Flamengo. Pela redução do preço da maioria dos setores para a partida contra o Santos, os dirigentes sentiram que erraram a mão novamente no preço dos ingressos na Ilha do Urubu. Em dois jogos, a maior torcida do país não encheu um estádio para menos de 20 mil pessoas. Os torcedores que não são sócios pagam, no valor mais barato, R$ 150 no setor Norte, que que dificilmente vão ter acesso, pois esgota rapidamente para sócios torcedores. O que quer dizer que, na prática, o ingresso mais em conta vai sair a R$ 200 nos setores Sul, Leste e Oeste.
o preço salgado matou..
mt caro
gente não si iludam com essa vitória, foi só uma vitória diante da chapecoense, vamos bater de frente com um time de ponta pra ver si esse time tem raça msm, exemplos pegar grêmio, corinthas e vamos ver se joga de igual pra igual msm.
não consigo inspirar segurança nesse time do flamengo...
tem q jogar assim todos os jogos porque quem bota essa camisa tem q onrrar
tem que jogar assim fora do Rio, também. porra