O ‘Desgosto Profundo’ bate à porta do Flamengo

14/9/2017 15:59

O ‘Desgosto Profundo’ bate à porta do Flamengo

O ‘Desgosto Profundo’ bate à porta do Flamengo
Ganharemos, perderemos; como sempre ganhamos, como sempre perdemos. Só não haverá vitórias nem derrotas no dia em que não houver Flamengo. E Flamengo é garra, luta, entrega. Para ser campeão do mundo ou fugir da Série B. O time que bateu o Liverpool e o que caiu para o Santo André tinham um fator comum: a necessidade de se doar.

Chegamos a uma quarta-feira, 13 de setembro de 2017, e o conjunto alvo de nossa torcida empatou com uma fraca Chapecoense, que bem merecia ter vencido por 2 a 0, ou mais. Na saída de campo, nenhuma indignação em vermelho e preto. Previsível; foram além de 90 minutos sem qualquer entrega. Mais uma das tantas partidas em que esse grupo de homens não sentiu a obrigação de inundar o gramado de suor.

Não se doam pois não é preciso se doar. Não há cobrança, não há obrigação. Não há sentimento. Fazer corpo mole para derrubar treinador, por não receber salário, é uma coisa. Não lutar por não haver necessidade de lutar é completamente outra.

Isso aí que está na final da Copa do Brasil pode herdar o nome, levar as cores, mover a massa e vestir o Manto. Jamais será Flamengo.

Um time, em vermelho e preto, que não sente a urgência de correr. Não precisa lutar porque a derrota não é vista com maus olhos. Elenco milionário de uma agremiação que deu o sétimo vexame consecutivo na Copa Libertadores da América. Eliminada, na fase de grupos, pelo Atlético Paranaense, de Carlos Alberto e Grafite. Um hoje sem clube; o outro na zona de rebaixamento à Série C.

Não fez mal ser eliminado. Não fez mal perder para Universidad Católica e Atlético Paranaense. Não apenas Zé Ricardo comemorou a derrota, pois a equipe "havia jogado bem”. A torcida engoliu, como uma bala que adentra a boca já escorregando pela garganta. Bala, de revólver, foi a do San Lorenzo... Era de borracha.

20 dias depois, já recuperada do tiro, a turma gritava: “Rodrigo Caetano é nosso rei”. Nada mudou. Derrotas continuam sendo aceitas e, cada vez mais, o grupo de atletas que veste vermelho e preto não se vê na obrigação de se entregar. A torcida não se abate, o presidente acha uma delícia. Vida que segue.

Vida de ilusões. “Esperava-se muito de uma equipe que pouco faz”. Mentira. Não se esperava nada, nem se espera. Onde já se viu um time que não faz gol ter como destaque o centroavante? O Vermelho e Preto se afoga no mundo da fantasia. Para seguidores, admiradores e especialistas no esporte, futebol agora se ganha fazendo o pivô. Ninguém chuta, ninguém tabela, ninguém cria, ninguém cabeceia. Ah, mas o pivô...

Tamanha a surrealidade que o camisa 10 só veste 10 quando é impedido de trajar 35. Ultimamente, deixa mais adversário que companheiro em condição de balançar a rede. É chamado de “ídolo”. Se acerta o passe, a bola cai no Gênio de uma Genialidade Só. Sujeito de coração forte, cabeça diminuta. Que não acerta nada, toma todas as decisões erradas. De tão diferente que pensa, foi o único a vislumbrar seu lampejo de Leonardo da Vinci. Antes e depois, apenas tropeços sobre a bola. “Vive grande fase”.


O momento é tão bom que o professor recém-chegado não cogita armar o XI sem ele. A única coisa que passa mais distante de sua cabeça é botar os dois atletas de maior qualidade técnica para jogar, lado a lado. Contratados a peso de ouro para, agora, disputarem a mesma vaga.

Não tem problema. As redes sociais não param de crescer, o plano de sócio-torcedor é um sucesso. Não viram a final da Copa do Brasil? Apenas sócios no Maracanã. Ex-maior do mundo, estádio que hoje não pulsa. Não por culpa dos torcedores, mas das transformações pelas quais vem passando o esporte. Menos espaço para "neoarquibancadas", cresce o novo conceito de cadeira numerada. Lugares marcados, público seleto, sentado. O esforço é erguer um pedaço de papel por 5 minutos. Dão a isso o nome de mosaico. Cantar, pular, se esgoelar, não vale mais a pena.

Elenco caro, salários estratosféricos, duas partidas por semana. Há de se pagar o futebol dos dias atuais. Sobe o preço dos ingressos, o aficionado se vê forçado a escolher em qual jogo ir. O Maracanã branco, calado, impressiona. Justifica-se. Final de campeonato, oportunidade para o clube arrecadar mais, somar boas cifras às imensas cotas da televisão. Televisão acionada nas salas e bares, assistida por milhões que não têm condição de acompanhar a paixão de perto. Garantem as cotas sem qualquer garantia.

O que transforma rubro-negro em vermelho e preto não é o Maracanã de 7 de setembro, e sim a Ilha do Urubu das semanas anteriores. 8.428 pagantes contra o Atlético-PR; 5.969 diante do Atlético-GO; 5.170 frente o Palestino. Isso porque é a maior torcida do mundo. Se o futebol de hoje blinda o pobre de frequentar o estádio – de se fazer presente em decisões –, que dê a ele a chance de acompanhar seu clube em algum jogo menor, partidas em que o próprio sócio-torcedor abre mão de ir.


No Vermelho e Preto não há tal preocupação, privilegia-se apenas o dinheiro. Quanto mais entrar, melhor. Se vier da renda, ótimo; se não, as mensalidades compensam. Em casa vazia, sobra mais feijão. Quem não tem cacife que se vire, que se afunde em dívidas para pagar o dízimo. Mais o valor da entrada. Só não vai fazer empréstimo na patrocinadora do rival paulista.

Verdade que o clube hoje é bem administrado, tem as contas em dia, aumenta o faturamento. Pena que está rendido ao mundo da fantasia. Os defensores do filósofo Bandeira argumentam: “Antes era todo ano brigando para não cair”. A situação em gestões anteriores era inegavelmente pior, mas atentem-se: brigando. O Flamengo briga, tem de brigar, sempre. O Vermelho e Preto não briga.

Vive acreditando que do plantio de dinheiro brotará a colheita de taças. Por mais que não haja cobrança, por mais que não haja vontade, por mais que não haja alma. O reflexo se vê em campo, com um time passivo, que não se esforça, rodando a bola de um lado para o outro sem agredir, sem finalizar. Crente de que o gol é mera questão de tempo; e só.

Nas arquibancadas, cadeiras, à frente dos televisores; uma torcida que ama, acredita no Flamengo. Tamanha a fé que se faz confundir rubro-negro com vermelho e preto. Ilude-se parcial, mas não completamente. Sabe que isso aí que temos hoje dificilmente conquistará a Copa Sul-Americana. Por isso a gana, a fome, o desespero por uma vitória no próximo dia 27. Em uma partida, em alguns segundos, até Orlando Berrío é capaz de aplicar o “drible que Pelé não deu”. Tiítulo, no Mineirão, nos trará deleite. Não a salvação.

Copa do Brasil já ganhamos, já perdemos. O Flamengo não podemos perder.

3074 visitas - Fonte: ESPN FC


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Brilhante artigo!
Relatou em detalhes o atual momento vivido pela Nação!
SRN

Enchi os olhos de lágrimas...texto grande, sábias palavras, mas apesar de tanta verdade, ainda é nada comparado à tristeza de ver (ou não ver) o flamengo jogar...

Quero meu FLamengo de volta,, com Raça, Amor e Paixão!!!!

a diretoria contratou muito errado em vez de contratar Thiago Neves contratou mancuello em vez de contratar Diego Tardelli contratou berrío em vez de contratar Elias contratou Rômulo em vez de contratar Carlito Tevez contratou guerreira

texto perfeito. o Flamengo de ontem 13/09 foi uma verdadeira vergonha, um time completamente apático, ridículo.

Pura verdade
lamentável mas a realidade não é nada boa.
Time omisso,falta garra,os caras querem jogar bonito, não funciona.
Falta raça, aquela raça em campo que contagia a todos.
Quando isso acontecer aí sim vamos alcançar nossos objetivos,pois qualidade tem sim.

Esse técnico e um burro ,Diego e E. Ribeiro deve jogar juntos .ontem se tivesse colocado antes do final do jogo com certeza tianhamos ganhado.

todos nós Rubro Negros estamos triste com essa situação do time que tem um elenco rico e muito caro e talentoso mais não tem alma e garra pra da o sangue em campo. uma tristesa realmente ver torcedores de outros times reconhecer que temos um elenco melhor mais que dentro de campo não mostram isso que temos no papel, talvez seja esse o caso os jogadores estão achando que vão ganhar pelo nome puts!!! queremos respeito ao manto raça , amor a camisa dedicação total ao manto sagrado merda! hoje vcs recebem em dia o salário não podem reclamar disso hoje então honra o nosso Manto Sagrado!!!!

lindo comentario escrito, ta de parabens!

parabéns pelo texto ótimo

E pensar que já tivemos Mozer , Junior , Zico , Tita , Lico , gaúcho , Nunes , Pet , Adriano e Rondinelli o Deus da raça , entre outros que honravam essa camisa. Esses caras que estão aí nem merecem ser citados , não merecem nosso respeito , eu cuspo neles

melhor que já li td vdd

Belíssimo artigo. Realmente temos hoje um time de mercenários sem a mínima condição de jogar no mengao. No jogo contra a chapecoense só o Paquetá que entrou no segundo tempo jogou bem. Os demais vimos um time sem raça, sem jogadores com amor ao manto sagrado. O time foi tão medíocre que até a maior jóia do Flamengo jogou mal.

O Flamengo já teve times muito inferiores a esse no Papel + na Raça que é o que realmente importa pra vestir essa camisa esse é sem dúvida um dos piores ! Time sem Alma !!

PORRA ESSE TEXTO DIZ TUDO, NÃO PRECISO FALAR MAIS NADA

falou o q todos nós rubro negros costariamos de falar , PARABÉNS pelo texto isso aí não é O nosso Flamengo é um monte de Viadinho, sem sangue apático sem vibração sem raça. Nação quer o nosso Flamengo de volta com raça amor ao manto é paixão porraaa time sem vergonha.

nós torcedores temos que puxar a corda do flamengo pra motivar os jogadores a se entregar no campo de corpo e alma como era feito no tempo de Zico se os torcedores se entregam eles motivam os jogadores a se entregar pq flamengo vem de entrega se n fosse isso n era flamengo eu e muitos dos torcedores queremos ver flamengo se entregando de corpo e alma suor e garra no campo assim como era antes

realmente falou tudo bando de vagabundos com salários milionários sem trabalhar de verdade não tem muita diferença dos políticos do nosso país

Clube de regatas amarelão sem raça medíocre que não ganha de ninguém futebol clube!!!!Que no final do ano esse presidente tenha vergonha na cara e mande essa cambada embora a torcida não aguenta mais ver esses imbecis usando o manto sagrado e fazendo vergonha.Eu não assisto mais jogo do mengao que virou menguinho por causa desses idiotas.não tenho mais paciência pra ver esses fdp com a camisa do clube do meu coração que já me deu tantas alegrias,vi tantos craques com ela!E agora e invergada por vermes que so ganham dinheiro e nenhum titulo!!! E pior vivem fazendo vergonha pra torcida e o que me deixa mais puto e a omissão dessa diretoria que so sabe assinar cheques e não cobra estes perebas .

Emocionado fiquei ao ler tantas verdades do meu querido e amado Flamengo, tenho 73 anos, nasci no ano de 1944 no no campeonato e no meu primeiro aninho fui tricampeão carioca. Na década de 50 havia raça e dedicação quando um ser humano vestia o manto sagrado, ele dava o sangue pelo Flamengo. Hoje, dinheiro em caixa, time milionário e salário em dia e a torcida triste...Sidnei

e m o flamengo se tornou uma legiao estrangeira se nada der serto procuram outro club e vao embora nao tem compromisso e nem comprometimento com o club

mandou muito bem

nunca vi um testo onde reduzido disse tudo,no meu umilde modo de vê nesse elenco tem quatro ou cinco jogadores a nível de Flamengo .

Com certeza tem que por a prata da casa pra jogar aí vomos ver empenho vontade

Falou tudo , time medíocre!

nem vou ler essa postagem toda, pois está retratado todo o meu sentimento, já fiz vários comentários nesse sentido, mas a diretoria do Flamengo está surda, não ouve o clamor dos torcedores, para a diretoria é só números, a diretoria não tem moral para se impor com esses jogadores, esses jogadores não se esforçam, é muitos torcedores ainda crucificam alguns jogadores que se esforçam

isso é fato... tem que cobrar desses jogadores mercenários diretoria a culpa é do nosso presidente Bandeira de Mello cabeças tem que rolar dê alguns jogadores que não tem atitudes dê Homem então banir esses jogadores que estão fazendo a nosso Mengãooooo e nós torcedores de palhaços termos que agir em quanto é tempo seu Bandeira de Mello!

verdade a Chapecuense não vencer por sorte nossa,pq nem a fraca Chapecuense não conseguimos vencer.

é uma tristeza sem fim q doe no coração ver estes doentes jogarem.

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