10/12/2012 08:46
Zico diz que pensou em encerrar a carreira no futebol por ficar fora de Olimpíada de 72
Antes de ser o ídolo do Flamengo, Zico tentou encerrar a sua carreira no futebol. Ainda jovem, o ex-jogador ficou frustrado por ficar de fora da convocação dos Jogos Olímpicos de 1972, em Munique, na Alemanha.
Em entrevista ao Fantástico no último domingo, o craque revelou que o episódio foi a maior frustração de sua carreira e que sentiu vontade de deixar o futebol.
"A minha maior tristeza no futebol foi não ter ido à Olimpíada de 72. Eu fiz o gol que classificou o Brasil e meu nome não estava na lista dos convocados. Foi a maior decepção da minha vida. Na hora fui falar com o meu pai que eu queria encerrar a minha carreira e cheguei a ficar dez dias sem ir ao Flamengo. Foi uma grande frustração para mim", desabafou.
Mas, para a alegria dos flamenguistas, Zico insistiu na carreira de jogador de futebol e esteve presente em títulos históricos do clube carioca. Segundo o ex-atleta, jogar pelo Flamengo foi a sua maior alegria.
"A maior alegria foi poder jogar com a camisa 10 do Flamengo, era um sonho de criança. E também poder estar presente no maior título da história do Flamengo, o título da Libertadores. Muitos falam que foi o Mundial, mas o Mundial a gente conquistou fácil, em um jogo só. A Libertadores não, a Libertadores foi brigada, disputada, difícil".
Apesar dos bons momentos no Flamengo, Zico não guarda lembranças positivas com a camisa da seleção brasileira. Quando o assunto é Copa do Mundo, ele aponta más recordações, como um gol anulado em 78 e a má forma física e o pênalti perdido contra a França em 86.
"Pensando e racionalizando tudo, eu não tinha que ter ido naquela Copa (de 86). Copa do Mundo nunca foi coisa a meu favor. Muitas coisas aconteceram comigo em Copa do Mundo que eu nunca vi em Copa do Mundo. Como em 78 que eu marquei o gol de cabeça no fim de um jogo e o juiz encerrou a partida antes de a bola entrar", lembrou, com ressentimento.
Mesmo com o "azar" em copas do mundo, Zico tornou-se ídolo da seleção brasileira, e deixou saudades em muitos torcedores. Para conquistar sua trajetória vitoriosa, o ex-jogador tinha um segredo: valorizar a lembrança e ter paciência. Esta última virtude, inclusive, o ajudou em sua carreira como treinador na seleção japonesa.
"Isso me ajudou muito no Japão. A cultura deles que valoriza a paciência veio de encontro a minha filosofia", disse, lembrando do período entre 2002 e 2006 em que treinou a seleção do Japão.
1701 visitas - Fonte: Uol
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