22/10/2025 15:24
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Seis anos depois: Justiça do Rio absolve 7 réus do Ninho e MP confirma que irá recorrer
Seis anos após a tragédia do Ninho do Urubu, a Justiça do Rio absolveu os sete réus. O juiz alegou falta de provas e o MP confirmou que irá recorrer da decisão.
Seis anos após a tragédia que tirou a vida de dez jovens no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, o Flamengo enfrentou um desfecho em primeira instância na Justiça do Rio de Janeiro, que absolveu todos os sete acusados. O incêndio ocorreu em fevereiro de 2019, quando 26 atletas da base do clube dormiam no alojamento. O processo, em andamento na 36ª Vara Criminal desde janeiro de 2021, envolveu acusações de incêndio culposo e lesão grave, mas a decisão do juiz Tiago Fernandes Barros foi baseada na falta de provas suficientes para fundamentar uma condenação, o que trava o processo.
Os réus do caso incluem Márcio Garotti, diretor financeiro do Flamengo entre 2017 e 2020, e outras figuras que ocupavam cargos administrativos e técnicos, como engenheiros e responsáveis pela manutenção do local. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) havia solicitado a condenação dos acusados, ouvindo mais de 40 testemunhas ao longo do processo. Porém, a sentença do juiz, que se estende por 227 páginas, admite que a responsabilidade não pode ser individualizada devido à complexidade do evento, o que desafia o pedido do MP.
A defesa dos réus destacou que, embora os denunciados tivessem conhecimento de questões administrativas e operacionais, como o vencimento do alvará do CT e as fiscalizações realizadas, isso não implicava responsabilidade penal direta nas circunstâncias do incêndio. O juiz enfatizou que a imputação penal requer que o resultado esteja dentro do controle do agente, e a relação de causalidade estava diluída entre diversos fatores técnicos.
Além disso, ele declarou que muitos dos réus não possuíam as qualificações técnicas necessárias para assegurar a segurança dos sistemas envolvidos, como a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado e a responsabilidade pela estrutura dos contêineres, onde o incêndio se originou.
A agravante situação da tragédia continua a reverberar, já que o Ninho do Urubu não possuía alvará de funcionamento na época do incidente. O MP anunciou que recorrerá da decisão judicial, buscando reverter a absolvição dos réus e cobrar a devida punição. As vítimas do incêndio, que faziam parte das categorias de base do Flamengo, são lembradas com pesar. O clube conseguiu acordos financeiros com algumas das famílias das vítimas, mas o processo de reparação continua a ser um tema delicado.
Ninho do Urubu, Flamengo, absolvição, Justiça do Rio, Márcio Garotti, Ministério Público, incêndio, tragédia, falta de provas.
Os réus do caso incluem Márcio Garotti, diretor financeiro do Flamengo entre 2017 e 2020, e outras figuras que ocupavam cargos administrativos e técnicos, como engenheiros e responsáveis pela manutenção do local. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) havia solicitado a condenação dos acusados, ouvindo mais de 40 testemunhas ao longo do processo. Porém, a sentença do juiz, que se estende por 227 páginas, admite que a responsabilidade não pode ser individualizada devido à complexidade do evento, o que desafia o pedido do MP.
A defesa dos réus destacou que, embora os denunciados tivessem conhecimento de questões administrativas e operacionais, como o vencimento do alvará do CT e as fiscalizações realizadas, isso não implicava responsabilidade penal direta nas circunstâncias do incêndio. O juiz enfatizou que a imputação penal requer que o resultado esteja dentro do controle do agente, e a relação de causalidade estava diluída entre diversos fatores técnicos.
Além disso, ele declarou que muitos dos réus não possuíam as qualificações técnicas necessárias para assegurar a segurança dos sistemas envolvidos, como a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado e a responsabilidade pela estrutura dos contêineres, onde o incêndio se originou.
A agravante situação da tragédia continua a reverberar, já que o Ninho do Urubu não possuía alvará de funcionamento na época do incidente. O MP anunciou que recorrerá da decisão judicial, buscando reverter a absolvição dos réus e cobrar a devida punição. As vítimas do incêndio, que faziam parte das categorias de base do Flamengo, são lembradas com pesar. O clube conseguiu acordos financeiros com algumas das famílias das vítimas, mas o processo de reparação continua a ser um tema delicado.
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3206 visitas - Fonte: ge
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