O expediente no Ninho do Urubu ganhou contornos de pura pressa e ralação tática na manhã desta terça-feira. A diretoria do Flamengo oficializou a contratação de Marcelo Salazar como o novo comandante da equipe Sub-20, uma manobra enérgica que visa estancar a sangria técnica e recuperar a sustentabilidade do time no cenário nacional. Salazar chega para ocupar a cadeira de Bruno Pivetti — demitido sem rodeios após uma ríspida sequência de resultados insatisfatórios no Campeonato Brasileiro da categoria. O novo treinador assinou um vínculo longo, válido até dezembro de 2027, colocando o futuro dos garotos diretamente em jogo.
Nos bastidores da Gávea, a cobrança por resultados imediatos é pesada, já que o Rubro-Negro amarga uma incômoda 10ª colocação na tabela de classificação. Para desatar esse impasse e encorpar o trabalho diário, o clube também confirma o desembarque de Sandro Sargentim, profissional experiente que assume o posto de auxiliar técnico. Salazar carrega na bagagem uma longa e vitoriosa jornada no futebol árabe, onde serviu como peça estratégica no Al-Nassr principal e, recentemente, liderou a categoria Sub-21 do clube asiático. A alta cúpula flamenguista admite o fascínio pelo currículo internacional do técnico, esperando que essa mentalidade agregue leitura de jogo e agressividade aos jovens atletas.
O comandante contesta o rótulo de terra arrasada, mas sabe que a margem de erro é zero e cobra dedicação extrema a partir do primeiro minuto de treino. A meta estipulada pela diretoria é clara: furar o bloqueio e enfiar o Flamengo no grupo dos oito primeiros colocados para assegurar a sobrevivência no torneio. A comissão técnica já iniciou o trabalho de abafa no CT, aplicando novos conceitos metodológicos e transições rápidas para aumentar a intensidade e corrigir o marasmo defensivo que custou o emprego da gestão anterior.
O primeiro grande racha da nova comissão técnica já tem data marcada: dia 9 de junho, diante do Athletico-PR, em um duelo que promete testar os nervos do grupo de atletas. Esse embate é tratado internamente como um ruidoso divisor de águas para avaliar a capacidade do elenco em desafiar os líderes e reverter o panorama de oscilação no Brasileirão. Vencer o Furacão é vital para devolver a calmaria política aos corredores do clube, blindar o vestiário e injetar a dose de confiança necessária para recolocar o Flamengo na rota dos títulos e da formação de joias para o time profissional em 2026.
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