Punição mantida! Carrascal toma gancho de três jogos e desfalca o Flamengo pós-Copa.
O Pleno do STJD manteve a suspensão de três jogos para o meia Carrascal por conduta violenta. O colombiano vira desfalque no Flamengo para o retorno do Brasileirão.
A tentativa da diretoria rubro-negra de aliviar a barra de seu meio-campo nos tribunais terminou em frustração. Em julgamento realizado nesta quarta-feira, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recusou o pedido de revisão e manteve, de forma unânime, a suspensão de três partidas aplicada ao meia colombiano Carrascal. A decisão pune a reincidência do atleta e coloca a estratégia de intertemporada diretamente em jogo, forçando o técnico Leonardo Jardim a quebrar a cabeça para remontar o setor criativo da equipe.
Nos bastidores da defesa, o Flamengo confirma que tentou desqualificar a gravidade da jogada. O departamento jurídico do clube pedia a absolvição completa ou, no pior dos cenários, a aplicação da pena mínima de apenas uma partida. Os advogados sustentaram a tese de que o lance foi estritamente acidental e de impacto "muito inferior" ao gancho recebido pelo jogador no último Fla-Flu, quando ele foi punido com dois jogos de molho. O tribunal, no entanto, contesta o argumento e considerou a conduta ruidosa o suficiente para barrar qualquer tipo de alívio.
O impasse jurídico teve origem no dia 23 de maio, durante a derrota do Flamengo por 3 a 0 para o Palmeiras, no Maracanã. Aos 20 minutos do primeiro tempo, com o placar ainda zerado, Carrascal cometeu um erro ríspido ao acertar a sola da chuteira diretamente no rosto do zagueiro Murilo, recebendo o cartão vermelho direto. Denunciado pela Procuradoria no artigo 254 do CBJD (conduta violenta), o gringo corria o risco de pegar até seis confrontos de gancho.
A punição máxima foi evitada, mas o veredito atual cobra um preço alto do elenco. Como o atleta já cumpriu o primeiro rache da sanção no duelo diante do Coritiba, ele está oficialmente fora das partidas contra Chapecoense e São Paulo no retorno do calendário nacional. O Flamengo admite o prejuízo técnico, enquanto a comissão portuguesa desafia o elenco a encontrar soluções caseiras na retomada do Brasileirão, ciente de que vacilos disciplinares não serão tolerados na caça aos líderes no segundo semestre de 2026.
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