A segunda-feira começou tensa nos canteiros de obra do Maracanã. Os funcionários que trabalham na reforma do estádio decidiram fazer uma paralisação de advertência, a fim de pressionar um acordo trabalhista com a construtora responsável pelas obras. Mesmo com a paralisação parcial, a cobertura e cadeiras do estádio começaram a ser colocadas nesta segunda, mas as obras podem parar de vez na próxima semana.
Na manhã desta segunda, houve uma nova reunião entre representantes da construtora, do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio de Janeiro (Sintraipp) e funcionários da obra. A reivindicação é por reajuste nos salários 15%, além de cesta básica de R$ 330, plano de saúde também para familiares, participação nos lucros de dois salários e hora extra de 100%. Não houve acordo.
- Está havendo aquele conflito natural entre patrão, empregado e sindicatos, mas estamos negociando e temos certeza que haverá bom senso de ambas as partes, e qualquer tipo de discussão entre eles não implicará a paralisação das obras. Hoje houve uma certa paralisação, mas eles vão recomeçar já amanhã. Nós temos certeza que o bom senso imperará - afirmou o secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, Régis Fichtner.
As obras do Maracanã já sofreram duas alterações de cronograma e o prazo limite imposto pela Fifa é 15 de abril. A partir do dia 24 de maio, o estádio fica a uso exclusivo da entidade. No dia 2 de junho, recebe o amistoso entre Brasil e Inglaterra. Na Copa das Confederações, o Maracanã receberá jogos nos dias 16, 20 e 30 de junho, quando acontece a final da competição.
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