17/6/2014 11:10
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Alemanha confirma favoritismo com autoridade
Antes de a bola rolar, quatro seleções eram apontadas quase que unanimemente como as principais forças desse Mundial: Brasil, Alemanha, Espanha e Argentina. Com a primeira rodada praticamente concluída (faltam apenas os jogos de hoje, do Grupo H), pode-se dizer que os prognósticos mudaram.
Os espanhóis, campeões do mundo, por exemplo, já deram lugar aos holandeses, que os massacraram de forma impiedosa e impressionante na Arena Fonte Nova, naquele que foi, até agora, o maior show de futebol da Copa.
Não estou entre os que consideram a Fúria carta fora do baralho, mas muita gente boa já aposta que ela ficará fora das oitavas de final, eliminada pelo Chile. Será?
Quem confirmou seu favoritismo com autoridade foi a Alemanha, que estreou ontem, também com uma goleada. É verdade que Portugal facilitou, graças a mais uma boçalidade do zagueiro Pepe, do Real Madrid (brasileiro naturalizado português). Mas, independentemente disso, foi admirável a atuação de seu meio-campo (desfalcado do craque Schweinsteiger!) e de seu ataque — Müller marcou três vezes e já é o artilheiro da competição.
Elogiável também foi a coragem criativa do técnico Joachim Low, que escalou quatro zagueiros de área juntos, abrindo mão dos laterais, para dobrar a marcação a Cristiano Ronaldo que, de fato, acabou neutralizado na maioria dos lances em que foi acionado.
Não custa lembrar, a Alemanha esteve entre os quatro semifinalistas nos três últimos Mundiais: vice, em 2002, e terceiro lugar, em 2006 e 2010.
Outra seleção tradicionalíssima que brilhou na primeira rodada foi a Itália. Bateu a Inglaterra, com justiça, num belo jogo no calor amazônico de Manaus. Pirlo continua esbanjando categoria no meio-campo e o polêmico Balotelli comprovou a condição de artilheiro, marcando o gol da vitória. É bom ter cuidado com a Azzurra.
No nosso caso específico, cautela e caldo de galinha são recomendáveis também em caso de um cruzamento com a França, que começou fazendo 3 a 0 na fraca Honduras. Não chegou a ser uma exibição, mas diante do histórico negativo que temos com ela nos últimos tempos (três derrotas nos três últimos confrontos em Copas), prefiro não ouvir a linda Marselhesa. Aliás, até agora, ninguém a ouviu. Que mico!
Hora de jogar
Mas, afinal, e o Brasil? Claro que ainda somos vistos como o time a ser batido. Mas espero que, hoje, diante dos mexicanos, consigamos mostrar o futebol da Copa das Confederações, que até agora não estreou na Copa do Mundo.
Por não ser um entusiasta de Hulk, não considero grave o seu provável desfalque. Mas, confesso, preferia ver Willian e não Ramires, em seu lugar. Felipão, entretanto, optou por ser mais cauteloso e “proteger a casinha".
Com um ou com outro, porém, acho que temos a obrigação de ganhar. Tropeçar diante dos mexicanos não é coisa de quem quer ser campeão do mundo.
Duelo explosivo
As hostilidades entre brasileiros e argentinos, no jogo de estreia da seleção de Messi, diante da Bósnia, no Maracanã, sinalizaram de forma clara que um gigantesco esquema de segurança será necessário caso Brasil e Argentina venham a se enfrentar nesta Copa — notadamente se for na grande final.
Houve provocações de parte a parte, brigas dentro e fora do estádio, enfim, um perigoso clima de beligerância que só aumentará caso aconteça mesmo o tão esperado duelo com os “hermanos”.
A Argentina jogou bem? Não, mas o golaço de Messi comprovou que deve ser mantida entre os fortes candidatos.
Brincando com fogo
Após 15 dias de férias descabidas, o Flamengo se reapresentou sem nenhum reforço, nenhuma dispensa e nem sequer um novo vice de futebol, cargo vago desde Walim Vasconcellos pediu pra sair. Pelo andar da carruagem, o enorme risco de sofrer o primeiro rebaixamento de sua história não aflige a atual diretoria. E pensar que o nome da chapa que elegeu Bandeira de Mello era Flamengo campeão do mundo...
Os espanhóis, campeões do mundo, por exemplo, já deram lugar aos holandeses, que os massacraram de forma impiedosa e impressionante na Arena Fonte Nova, naquele que foi, até agora, o maior show de futebol da Copa.
Não estou entre os que consideram a Fúria carta fora do baralho, mas muita gente boa já aposta que ela ficará fora das oitavas de final, eliminada pelo Chile. Será?
Quem confirmou seu favoritismo com autoridade foi a Alemanha, que estreou ontem, também com uma goleada. É verdade que Portugal facilitou, graças a mais uma boçalidade do zagueiro Pepe, do Real Madrid (brasileiro naturalizado português). Mas, independentemente disso, foi admirável a atuação de seu meio-campo (desfalcado do craque Schweinsteiger!) e de seu ataque — Müller marcou três vezes e já é o artilheiro da competição.
Elogiável também foi a coragem criativa do técnico Joachim Low, que escalou quatro zagueiros de área juntos, abrindo mão dos laterais, para dobrar a marcação a Cristiano Ronaldo que, de fato, acabou neutralizado na maioria dos lances em que foi acionado.
Não custa lembrar, a Alemanha esteve entre os quatro semifinalistas nos três últimos Mundiais: vice, em 2002, e terceiro lugar, em 2006 e 2010.
Outra seleção tradicionalíssima que brilhou na primeira rodada foi a Itália. Bateu a Inglaterra, com justiça, num belo jogo no calor amazônico de Manaus. Pirlo continua esbanjando categoria no meio-campo e o polêmico Balotelli comprovou a condição de artilheiro, marcando o gol da vitória. É bom ter cuidado com a Azzurra.
No nosso caso específico, cautela e caldo de galinha são recomendáveis também em caso de um cruzamento com a França, que começou fazendo 3 a 0 na fraca Honduras. Não chegou a ser uma exibição, mas diante do histórico negativo que temos com ela nos últimos tempos (três derrotas nos três últimos confrontos em Copas), prefiro não ouvir a linda Marselhesa. Aliás, até agora, ninguém a ouviu. Que mico!
Hora de jogar
Mas, afinal, e o Brasil? Claro que ainda somos vistos como o time a ser batido. Mas espero que, hoje, diante dos mexicanos, consigamos mostrar o futebol da Copa das Confederações, que até agora não estreou na Copa do Mundo.
Por não ser um entusiasta de Hulk, não considero grave o seu provável desfalque. Mas, confesso, preferia ver Willian e não Ramires, em seu lugar. Felipão, entretanto, optou por ser mais cauteloso e “proteger a casinha".
Com um ou com outro, porém, acho que temos a obrigação de ganhar. Tropeçar diante dos mexicanos não é coisa de quem quer ser campeão do mundo.
Duelo explosivo
As hostilidades entre brasileiros e argentinos, no jogo de estreia da seleção de Messi, diante da Bósnia, no Maracanã, sinalizaram de forma clara que um gigantesco esquema de segurança será necessário caso Brasil e Argentina venham a se enfrentar nesta Copa — notadamente se for na grande final.
Houve provocações de parte a parte, brigas dentro e fora do estádio, enfim, um perigoso clima de beligerância que só aumentará caso aconteça mesmo o tão esperado duelo com os “hermanos”.
A Argentina jogou bem? Não, mas o golaço de Messi comprovou que deve ser mantida entre os fortes candidatos.
Brincando com fogo
Após 15 dias de férias descabidas, o Flamengo se reapresentou sem nenhum reforço, nenhuma dispensa e nem sequer um novo vice de futebol, cargo vago desde Walim Vasconcellos pediu pra sair. Pelo andar da carruagem, o enorme risco de sofrer o primeiro rebaixamento de sua história não aflige a atual diretoria. E pensar que o nome da chapa que elegeu Bandeira de Mello era Flamengo campeão do mundo...
Postado por
Marcos Shin
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1114 visitas - Fonte: O Globo
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