26/7/2014 10:49
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Noriega pede dirigentes mais profissionais nos clubes brasileiros
Segundo o comentarista, maioria dos cartolas nacionais não sabe avaliar o trabalho dos técnicos, e isso resulta na troca constante de treinadores
Luxemburgo substitui Ney Franco, que entrou no lugar de Jayme (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
A troca de técnicos por parte dos clubes brasileiros é uma constante. Desde 2010, houve 158 mudanças no comando dos 20 clubes da atual Série A do Campeonato Brasileiro, mais o Vasco. Para o comentarista Maurício Noriega, o problema não é só a capacidade dos treinadores, mas também dos dirigentes nacionais.
– A avaliação é o trabalho. Se o cara tem um trabalho bom, mesmo com alguns resultados negativos, segura o cara, dá mais tempo. Agora, se percebe que o trabalho não está andando, pode trocar. O problema é: quem vai perceber se o trabalho é bom ou ruim? A maioria dos dirigentes brasileiros não tem essa capacidade – afirmou o comentarista.
Noriega cita o caso do Flamengo, que trocou Jayme de Almeida por Ney Franco e, sete rodadas depois, dispensou o treinador para contratar Vanderlei Luxemburgo.
- Pega o caso do Flamengo, por exemplo. Se há alguns meses não servia o Vanderlei Luxemburgo, agora vai servir? Ou ele servia naquela época, e continuaria servindo, ou não serve agora. E eu sou daqueles que acha que o Luxemburgo não acabou para o futebol. Acho que pode render. Não tem lógica nesse processo. Você precisa ter pessoas capazes de avaliar o trabalho do treinador. Eu acho que precisa ter uma avaliação mais profissional por parte dos dirigentes. Alguém acima do treinador, que não seja um dirigente amador, ou um torcedor travestido de dirigente, capaz de avaliar. Perdemos três seguidas? Mas o trabalho é bom, uma hora ele vai dar certo, vai melhorar – finalizou o analista.
A troca de técnicos por parte dos clubes brasileiros é uma constante. Desde 2010, houve 158 mudanças no comando dos 20 clubes da atual Série A do Campeonato Brasileiro, mais o Vasco. Para o comentarista Maurício Noriega, o problema não é só a capacidade dos treinadores, mas também dos dirigentes nacionais.
– A avaliação é o trabalho. Se o cara tem um trabalho bom, mesmo com alguns resultados negativos, segura o cara, dá mais tempo. Agora, se percebe que o trabalho não está andando, pode trocar. O problema é: quem vai perceber se o trabalho é bom ou ruim? A maioria dos dirigentes brasileiros não tem essa capacidade – afirmou o comentarista.
Noriega cita o caso do Flamengo, que trocou Jayme de Almeida por Ney Franco e, sete rodadas depois, dispensou o treinador para contratar Vanderlei Luxemburgo.
- Pega o caso do Flamengo, por exemplo. Se há alguns meses não servia o Vanderlei Luxemburgo, agora vai servir? Ou ele servia naquela época, e continuaria servindo, ou não serve agora. E eu sou daqueles que acha que o Luxemburgo não acabou para o futebol. Acho que pode render. Não tem lógica nesse processo. Você precisa ter pessoas capazes de avaliar o trabalho do treinador. Eu acho que precisa ter uma avaliação mais profissional por parte dos dirigentes. Alguém acima do treinador, que não seja um dirigente amador, ou um torcedor travestido de dirigente, capaz de avaliar. Perdemos três seguidas? Mas o trabalho é bom, uma hora ele vai dar certo, vai melhorar – finalizou o analista.
Postado por
Marcos Shin
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1145 visitas - Fonte: Sportv
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