19/1/2015 07:51
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Xodó de Luxa e brigão na infância. Os segredos do flamenguista Pará
Pará chegou ao Flamengo com 28 anos de idade. Demorou um pouco, mas o lateral direito vai realizar em 2015 o sonho de jogar pelo clube do coração. De mansinho, o atleta foi um dos destaques no período de treinos em Atibaia (SP) e não esconde a expectativa de atuar no Maracanã. O reforço promete ser uma sombra considerável para o capitão Léo Moura.
Em entrevista ao UOL Esporte, ele falou sobre funcionar como uma espécie de xodó dos técnicos, principalmente de Vanderlei Luxemburgo. A faceta anti-heroi não foi esquecida, assim como as brigas em sua infância no Pará. O jogador até já "saiu no braço" em discussões envolvendo rubro-negros e vascaínos.
Confira a entrevista na íntegra:
UOL Esporte: Você costuma ser admirado pelos técnicos com os quais trabalha. Qual o segredo para isso mesmo ao conviver com críticas dos torcedores?
Pará: É a minha seriedade. Isso faz com que conquiste os treinadores pelos clubes. Sempre joguei e fui respeitado onde fui contratado. Não será diferente aqui no Flamengo. Vou agarrar da melhor maneira possível as oportunidades para conquistar a torcida e os objetivos do elenco na temporada.
UOL Esporte: O Vanderlei Luxemburgo sempre te elogiou pela intensidade em campo. Como funciona a relação entre vocês?
Pará: É natural. Acho que uma convivência positiva entre atleta e treinador. Ele tem confiança no meu trabalho e faço as coisas que pede para agradá-lo. Também trabalho assim com os companheiros. Você conquista respeito dessa forma ao longo da carreira e os profissionais do futebol observam isso.
UOL Esporte: Você chegou ao Flamengo por empréstimo até o fim do ano em razão de um acordo com o Grêmio por uma dívida antiga. Sente uma responsabilidade maior por esse motivo? Já pensa em permanecer?
Pará: Não procurei saber da dívida. Soube da proposta e tive uma alegria grande. É o tipo de coisa que demonstra um trabalho bem feito. Não me vejo como uma espécie de contrapeso e não acho que a responsabilidade aumenta. A possibilidade de permanência sempre existe, mas não adianta nada se não fizer a minha parte em 2015. Vou procurar o meu espaço para conquistar os objetivos.
UOL Esporte: Um desses objetivos é assumir a titularidade da equipe? O capitão Léo Moura renovou contrato apenas até o fim do Campeonato Carioca...
Pará: Não penso lá na frente. Trabalho apenas para estar bem e corresponder quando o professor Luxemburgo precisar. É claro que estou aqui para ajudar e cheguei para jogar.
UOL Esporte: Você nunca escondeu ser torcedor do Flamengo e contou histórias do fanatismo na infância. Essa paixão já causou discussões e brigas?
Pará: Briguei muito na minha infância lá no Pará. O bicho pegava nos jogos entre Flamengo e Vasco. A coisa funciona assim no Norte e Nordeste. A gente saía na mão com os vascaínos. Isso acontece até hoje por lá, mas já faz parte do passado para mim. Defendo as cores do meu time de coração e só quero fazer história aqui no Flamengo.
UOL Esporte: A rivalidade aumenta a vontade de enfrentar o Vasco?
Pará: Lógico que todo mundo quer jogar o clássico. Ainda mais um Flamengo e Vasco. A rivalidade existe em todos os cantos do país com times paulistas, mineiros, gaúchos. Mas aqui no Rio de Janeiro tem uma atmosfera diferente também. Só espero que o Flamengo saia vitorioso quando isso acontecer.
UOL Esporte: Você tem uma faceta anti-heroi em alguns clubes que passou. Críticas da torcida, mas titularidade assegurada e títulos. A passagem pelo Santos talvez tenha evidenciado mais isso...
Pará: Quando cheguei ao Santos passávamos por muita dificuldade. Cheguei no final de 2008 e até com briga contra o rebaixamento. O clube não engrenou. Passei por momentos de muita dificuldade. Mas o futebol é baseado no sofrimento. A torcida sempre escolhe um para pegar no pé. Demos a volta por cima e conquistamos Libertadores, Copa do Brasil, Campeonato Paulista... Fui titular e não abaixei a cabeça mesmo com as críticas. Temos que levá-las para o lado positivo.
UOL Esporte: Você procurou informações sobre a situação financeira do Flamengo antes de fechar o contrato?
Pará: Não procurei muitas informações. Não pensei duas vezes quando tive a oportunidade de vir para o Flamengo. Mas cheguei e vi que o clube está se reestruturando e cumprindo com as obrigações. Espero que tudo aconteça de forma ainda melhor em 2015. Isso só passa tranquilidade ao jogador.
Em entrevista ao UOL Esporte, ele falou sobre funcionar como uma espécie de xodó dos técnicos, principalmente de Vanderlei Luxemburgo. A faceta anti-heroi não foi esquecida, assim como as brigas em sua infância no Pará. O jogador até já "saiu no braço" em discussões envolvendo rubro-negros e vascaínos.
Confira a entrevista na íntegra:
UOL Esporte: Você costuma ser admirado pelos técnicos com os quais trabalha. Qual o segredo para isso mesmo ao conviver com críticas dos torcedores?
Pará: É a minha seriedade. Isso faz com que conquiste os treinadores pelos clubes. Sempre joguei e fui respeitado onde fui contratado. Não será diferente aqui no Flamengo. Vou agarrar da melhor maneira possível as oportunidades para conquistar a torcida e os objetivos do elenco na temporada.
UOL Esporte: O Vanderlei Luxemburgo sempre te elogiou pela intensidade em campo. Como funciona a relação entre vocês?
Pará: É natural. Acho que uma convivência positiva entre atleta e treinador. Ele tem confiança no meu trabalho e faço as coisas que pede para agradá-lo. Também trabalho assim com os companheiros. Você conquista respeito dessa forma ao longo da carreira e os profissionais do futebol observam isso.
UOL Esporte: Você chegou ao Flamengo por empréstimo até o fim do ano em razão de um acordo com o Grêmio por uma dívida antiga. Sente uma responsabilidade maior por esse motivo? Já pensa em permanecer?
Pará: Não procurei saber da dívida. Soube da proposta e tive uma alegria grande. É o tipo de coisa que demonstra um trabalho bem feito. Não me vejo como uma espécie de contrapeso e não acho que a responsabilidade aumenta. A possibilidade de permanência sempre existe, mas não adianta nada se não fizer a minha parte em 2015. Vou procurar o meu espaço para conquistar os objetivos.
UOL Esporte: Um desses objetivos é assumir a titularidade da equipe? O capitão Léo Moura renovou contrato apenas até o fim do Campeonato Carioca...
Pará: Não penso lá na frente. Trabalho apenas para estar bem e corresponder quando o professor Luxemburgo precisar. É claro que estou aqui para ajudar e cheguei para jogar.
UOL Esporte: Você nunca escondeu ser torcedor do Flamengo e contou histórias do fanatismo na infância. Essa paixão já causou discussões e brigas?
Pará: Briguei muito na minha infância lá no Pará. O bicho pegava nos jogos entre Flamengo e Vasco. A coisa funciona assim no Norte e Nordeste. A gente saía na mão com os vascaínos. Isso acontece até hoje por lá, mas já faz parte do passado para mim. Defendo as cores do meu time de coração e só quero fazer história aqui no Flamengo.
UOL Esporte: A rivalidade aumenta a vontade de enfrentar o Vasco?
Pará: Lógico que todo mundo quer jogar o clássico. Ainda mais um Flamengo e Vasco. A rivalidade existe em todos os cantos do país com times paulistas, mineiros, gaúchos. Mas aqui no Rio de Janeiro tem uma atmosfera diferente também. Só espero que o Flamengo saia vitorioso quando isso acontecer.
UOL Esporte: Você tem uma faceta anti-heroi em alguns clubes que passou. Críticas da torcida, mas titularidade assegurada e títulos. A passagem pelo Santos talvez tenha evidenciado mais isso...
Pará: Quando cheguei ao Santos passávamos por muita dificuldade. Cheguei no final de 2008 e até com briga contra o rebaixamento. O clube não engrenou. Passei por momentos de muita dificuldade. Mas o futebol é baseado no sofrimento. A torcida sempre escolhe um para pegar no pé. Demos a volta por cima e conquistamos Libertadores, Copa do Brasil, Campeonato Paulista... Fui titular e não abaixei a cabeça mesmo com as críticas. Temos que levá-las para o lado positivo.
UOL Esporte: Você procurou informações sobre a situação financeira do Flamengo antes de fechar o contrato?
Pará: Não procurei muitas informações. Não pensei duas vezes quando tive a oportunidade de vir para o Flamengo. Mas cheguei e vi que o clube está se reestruturando e cumprindo com as obrigações. Espero que tudo aconteça de forma ainda melhor em 2015. Isso só passa tranquilidade ao jogador.
Postado por
Marcos Shin
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2911 visitas - Fonte: UOL esportes
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