7/1/2016 08:52
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Pobre torcedor brasileiro
No ano passado, os dois melhores jogadores do Brasileirão 2014, do bicampeão Cruzeiro, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart, foram vendidos para os incipientes centros do futebol árabe e chinês.
Neste ano a história se repete e o campeão brasileiro está perdendo os dois melhores do campeonato, Renato Augusto e Jadson.

Nenhum dos quatro é craque, nada que se possa comparar com Neymar.
Mas eram o que havia de melhor por aqui, todos com passagens pela Seleção Brasileira, que de antigo sonho dos jogadores, passou a ser descartável.
Até mesmo o sonho de jogar na Europa virou secundário.
Fazer fortuna é a prioridade, mesmo que sacrifique uma carreira mais gloriosa.
Criticá-los por isso seria o mais fácil para quem não tem a opção de garantir o futuro de, pelo menos, duas gerações.
Quem padece é o torcedor nacional, impossibilitado de ver seus times virarem grandes, inesquecíveis esquadrões.
E os técnicos, obrigados a remontar equipes a cada temporada.
Os cruzeirenses, ao menos, curtiram duas temporadas. Os corintianos nem isso.
As causas são muitas e é inegável que a pujança econômica e a força das moedas dos países compradores têm peso decisivo.
Mas que a estrutura carcomida de nosso futebol é fartamente responsável pelo êxodo também é indiscutível.
E olhe que nossos cartolas, em regra, fazem fortunas pessoais que garantem as novas gerações de seus descendentes.
Verdade que alguns acabam enrolados pelo FBI.
Mas ainda são exceções.
Neste ano a história se repete e o campeão brasileiro está perdendo os dois melhores do campeonato, Renato Augusto e Jadson.

Nenhum dos quatro é craque, nada que se possa comparar com Neymar.
Mas eram o que havia de melhor por aqui, todos com passagens pela Seleção Brasileira, que de antigo sonho dos jogadores, passou a ser descartável.
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Fazer fortuna é a prioridade, mesmo que sacrifique uma carreira mais gloriosa.
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Mas que a estrutura carcomida de nosso futebol é fartamente responsável pelo êxodo também é indiscutível.
E olhe que nossos cartolas, em regra, fazem fortunas pessoais que garantem as novas gerações de seus descendentes.
Verdade que alguns acabam enrolados pelo FBI.
Mas ainda são exceções.
Postado por
Marcos Shin
-
977 visitas - Fonte: Blog do Juca Kfouri
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