26/7/2013 20:18
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Infiltrados, casacas e botafoguenses se dividem no clássico contra o Fla
Após jogo contra os rubro-negros no futebol americano, jogadores dividem opiniões quando o assunto é a partida no futebol de campo, neste domingo
Se no jogo contra o Flamengo no futebol americano os jogadores do Botafogo têm uma opinião unânime e já sabem para quem torcer, a história é um pouco diferente quando o assunto é o clássico no futebol. Com infiltrados, vira-casacas, alvinegros e rubro-negros, a equipe da estrela solitária não pensa em nada além da vitória sobre os rivais no duelo deste sábado, no estádio Luso-
Brasileiro, na Ilha do Governador, às 14h, pela nona rodada do Torneio Touchdown. Nos gramados do Maracanã, neste domingo, às 18h30, as opiniões estão divididas.
O coordenador de ataque do Botafogo, Bruno Simões, o "Taxi", ou simplesmente "TX", nunca escondeu que torcia pelo Flamengo. Acompanha o clube da Gávea em esportes olímpicos, mas abre uma exceção para o futebol americano, onde vira um alvinegro convicto.
- Meu coração é rubro-negro, torço pelo Flamengo no futebol, no basquete e em esportes olímpicos, mas no futebol americano é outra coisa. Quando você está com o seu time e seus jogadores, que também são seus amigos fora de campo, isso fala mais alto. No domingo, no futebol, a história muda um pouco - disse "Taxi", que teve passagens pelo Copacabana Titãs e o Ipanema Tatuís como jogador, mas se aposentou em 2010, após sofrer uma ruptura do ligamento cruzado do joelho direito.
O offensive tackle Vitor Hugo, o Gago, se considera um flamenguista fajuto. Apesar de já ter sido presença assídua nos jogos do time rubro-negro no Maracanã, ele garante que os tempos são outros e confessa que ficaria feliz se o Alvinegro vencesse também no futebol.
- Sou um flamenguista tão mixuruca que acho que nem vou me importar com essa partida de futebol. Já fui bem mais torcedor, ia ao Maracanã, mas hoje está muito caro e eu desisti. No sábado, a nossa pretensão é ganhar, como sempre. No domingo, ficaria contente se o Botafogo ganhasse, assim, o time ficaria ainda mais feliz - contou Gago.
Alguns podem até ficar em cima do muro, mas, definitivamente, esta pessoa não é Felippe Martins, mais conhecido como Kyo - apelido que ganhou na época em vivia nas lan houses. Botafoguense de carteirinha, já foi até membro de torcidas organizadas, como a Fúria, e não titubeia ao declarar para quem vai torcer tanto no sábado, como no domingo. Vestir a camisa do clube do coração é um combustível a mais para o jogador em um esporte pouco popular no país, ainda amador e que não distribui salários aos seus praticantes.
- Vou torcer pelo Botafogo. É a melhor coisa do mundo defender o time que você gosta. Como não temos remuneração, é uma motivação. E não há nada melhor do que enfrentar o Flamengo, nosso maior rival nos gramados. Eu confesso que até torcia para eles entrarem para o futebol americano e, assim, poder vencê-los. O clima é amigável, temos muitos amigos do outro lado do campo e nos conhecemos muito bem, mas vamos entrar para ganhar e dar o nosso máximo - declarou Kyo, que está cursando uma faculdade de direito.
Nos casos de jogadores que atuaram juntos pelo Botafogo ou que ainda jogam em clubes da praia, o sentimento fica confuso. A situação, no entanto, não é vista como um obstáculo, e sim um estímulo.
- Jogar com pessoas que já jogaram comigo é estranho, mas é algo natural dentro do esporte. Na minha opinião, eu acho até motivador. O espírito de defesa e ataque quando a gente conhece o nosso adversário, e a ideia de bater no amigo (risos) deixa a brincadeira mais interessante. Alguns jogadores que estão no Flamengo, como o Rato, eram do Botafogo. E eu jogo com rubro-negros na praia, no Tatuís, como o Tosun e o Levi - analisou o linebacker Neru, que pratica o futebol americano na praia há nove anos.
Brasileiro, na Ilha do Governador, às 14h, pela nona rodada do Torneio Touchdown. Nos gramados do Maracanã, neste domingo, às 18h30, as opiniões estão divididas.
O coordenador de ataque do Botafogo, Bruno Simões, o "Taxi", ou simplesmente "TX", nunca escondeu que torcia pelo Flamengo. Acompanha o clube da Gávea em esportes olímpicos, mas abre uma exceção para o futebol americano, onde vira um alvinegro convicto.
- Meu coração é rubro-negro, torço pelo Flamengo no futebol, no basquete e em esportes olímpicos, mas no futebol americano é outra coisa. Quando você está com o seu time e seus jogadores, que também são seus amigos fora de campo, isso fala mais alto. No domingo, no futebol, a história muda um pouco - disse "Taxi", que teve passagens pelo Copacabana Titãs e o Ipanema Tatuís como jogador, mas se aposentou em 2010, após sofrer uma ruptura do ligamento cruzado do joelho direito.
O offensive tackle Vitor Hugo, o Gago, se considera um flamenguista fajuto. Apesar de já ter sido presença assídua nos jogos do time rubro-negro no Maracanã, ele garante que os tempos são outros e confessa que ficaria feliz se o Alvinegro vencesse também no futebol.
- Sou um flamenguista tão mixuruca que acho que nem vou me importar com essa partida de futebol. Já fui bem mais torcedor, ia ao Maracanã, mas hoje está muito caro e eu desisti. No sábado, a nossa pretensão é ganhar, como sempre. No domingo, ficaria contente se o Botafogo ganhasse, assim, o time ficaria ainda mais feliz - contou Gago.
Alguns podem até ficar em cima do muro, mas, definitivamente, esta pessoa não é Felippe Martins, mais conhecido como Kyo - apelido que ganhou na época em vivia nas lan houses. Botafoguense de carteirinha, já foi até membro de torcidas organizadas, como a Fúria, e não titubeia ao declarar para quem vai torcer tanto no sábado, como no domingo. Vestir a camisa do clube do coração é um combustível a mais para o jogador em um esporte pouco popular no país, ainda amador e que não distribui salários aos seus praticantes.
- Vou torcer pelo Botafogo. É a melhor coisa do mundo defender o time que você gosta. Como não temos remuneração, é uma motivação. E não há nada melhor do que enfrentar o Flamengo, nosso maior rival nos gramados. Eu confesso que até torcia para eles entrarem para o futebol americano e, assim, poder vencê-los. O clima é amigável, temos muitos amigos do outro lado do campo e nos conhecemos muito bem, mas vamos entrar para ganhar e dar o nosso máximo - declarou Kyo, que está cursando uma faculdade de direito.
Nos casos de jogadores que atuaram juntos pelo Botafogo ou que ainda jogam em clubes da praia, o sentimento fica confuso. A situação, no entanto, não é vista como um obstáculo, e sim um estímulo.
- Jogar com pessoas que já jogaram comigo é estranho, mas é algo natural dentro do esporte. Na minha opinião, eu acho até motivador. O espírito de defesa e ataque quando a gente conhece o nosso adversário, e a ideia de bater no amigo (risos) deixa a brincadeira mais interessante. Alguns jogadores que estão no Flamengo, como o Rato, eram do Botafogo. E eu jogo com rubro-negros na praia, no Tatuís, como o Tosun e o Levi - analisou o linebacker Neru, que pratica o futebol americano na praia há nove anos.
Postado por
lairson lopes de souza
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1039 visitas - Fonte: Globo Esporte
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