31/7/2013 15:07
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Pela 1ª vez desde que se aposentou, Fio Maravilha volta ao Maracanã
João Batista de Sales, de 68 anos, foi eternizado ídolo do Flamengo graças a um gol feito no estádio, em 1972. Ele se emocionou ao pisar no gramado
João Batista de Sales, de 68 anos, foi eternizado como o Fio Maravilha do Flamengo graças a um gol feito no Maracanã, em 1972.
Mais de 40 anos depois, o ex-jogador voltou a pisar no gramado pela primeira vez desde que encerrou sua carreira. Ao lembrar o lance histórico que lhe rendeu música feita por Jorge Benjor, ele se emocionou.
- Não tem palavras, não, é muito difícil. É muito bom, mas, sei lá... é uma mistura de tanta coisa que é muito difícil dizer. É gostoso, muita saudade. E tristeza também. Momentos que passaram, muito bons, que a gente sabe que não voltam mais. Mas uma tristeza gostosa até, a gente sabe que fez alguma coisa que ficou guardado – fala com lágrimas nos olhos.
Foi o gol da vitória do Flamengo sobre o Benfica, em um amistoso em janeiro de 72, que o consagrou ídolo. Fio saiu do banco de reservas e sacudiu a torcida aos 33 minutos do segundo tempo com uma jogada celestial.
- Quando eu recebi a bola do Rogério, eu vim, consegui driblar os dois zagueiros, e os beques correndo atrás de mim. Aqui o goleiro saiu, eu fiz que ia para o meio do gol, para o meio da área, inverti e saí pelo lado esquerdo, o goleiro caiu...em cima da marca da pequena área, eu toquei para o gol. Porque eu não quis correr o risco de tropeçar, acontecer alguma coisa, e perder. E daqui fiz o gol e saí pra galera – recorda o lance.
Jorge Benjor, rubro-negro fanático, transformou o gol em música, que venceu o Festival Internacional da Canção de 72 e virou sucesso. Mas a homenagem acabou em confusão.
Um advogado, amigo de Fio, procurou a Justiça para saber se o jogador teria direito a algum dinheiro pelo uso de seu nome.
Benjor passou a cantar ‘Filho’ Maravilha’.
- Foi um tremendo de um mal entendido, mas essas coisas acontecem. Mais cedo ou mais tarde as pessoas iam entender que eu não tive a intenção. Nunca tinha feito, não ia fazer aquele tipo de coisa que não ia me trazer vantagem nenhuma, como não me trouxe – diz Fio.
Em 2007, uma reportagem do Esporte Espetacular selou a reconciliação com uma mensagem de Fio para Benjor.
Depois de sair do Flamengo, Fio rodou muito. Chegou ao futebol dos Estados Unidos e decidiu ficar por lá. Raramente volta ao Brasil.
- Resolvi parar, pensei em ficar um pouco nos EUA pra estudar um pouco de inglês e esse pouco que eu ia ficar nos Estados Unidos já se tornaram 35 anos. Entreguei pizza, trabalhei em casa de família dirigindo. Me aposentei e a vida por lá está maravilhosa.
Mais de 40 anos depois, o ex-jogador voltou a pisar no gramado pela primeira vez desde que encerrou sua carreira. Ao lembrar o lance histórico que lhe rendeu música feita por Jorge Benjor, ele se emocionou.
- Não tem palavras, não, é muito difícil. É muito bom, mas, sei lá... é uma mistura de tanta coisa que é muito difícil dizer. É gostoso, muita saudade. E tristeza também. Momentos que passaram, muito bons, que a gente sabe que não voltam mais. Mas uma tristeza gostosa até, a gente sabe que fez alguma coisa que ficou guardado – fala com lágrimas nos olhos.
Foi o gol da vitória do Flamengo sobre o Benfica, em um amistoso em janeiro de 72, que o consagrou ídolo. Fio saiu do banco de reservas e sacudiu a torcida aos 33 minutos do segundo tempo com uma jogada celestial.
- Quando eu recebi a bola do Rogério, eu vim, consegui driblar os dois zagueiros, e os beques correndo atrás de mim. Aqui o goleiro saiu, eu fiz que ia para o meio do gol, para o meio da área, inverti e saí pelo lado esquerdo, o goleiro caiu...em cima da marca da pequena área, eu toquei para o gol. Porque eu não quis correr o risco de tropeçar, acontecer alguma coisa, e perder. E daqui fiz o gol e saí pra galera – recorda o lance.
Jorge Benjor, rubro-negro fanático, transformou o gol em música, que venceu o Festival Internacional da Canção de 72 e virou sucesso. Mas a homenagem acabou em confusão.
Um advogado, amigo de Fio, procurou a Justiça para saber se o jogador teria direito a algum dinheiro pelo uso de seu nome.
Benjor passou a cantar ‘Filho’ Maravilha’.
- Foi um tremendo de um mal entendido, mas essas coisas acontecem. Mais cedo ou mais tarde as pessoas iam entender que eu não tive a intenção. Nunca tinha feito, não ia fazer aquele tipo de coisa que não ia me trazer vantagem nenhuma, como não me trouxe – diz Fio.
Em 2007, uma reportagem do Esporte Espetacular selou a reconciliação com uma mensagem de Fio para Benjor.
Depois de sair do Flamengo, Fio rodou muito. Chegou ao futebol dos Estados Unidos e decidiu ficar por lá. Raramente volta ao Brasil.
- Resolvi parar, pensei em ficar um pouco nos EUA pra estudar um pouco de inglês e esse pouco que eu ia ficar nos Estados Unidos já se tornaram 35 anos. Entreguei pizza, trabalhei em casa de família dirigindo. Me aposentei e a vida por lá está maravilhosa.
Postado por
lairson lopes de souza
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2798 visitas - Fonte: Globo Esporte
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