19/4/2021 08:24

Autor de cinco gols em quatro duelos, Sávio ídolo do Flamengo e carrasco do Vélez

Autor de cinco gols em quatro duelos, Sávio ídolo do Flamengo e carrasco do Vélez

Sávio no Ninho do Urubu - Reprodução Instagram

Nesta terça, o Flamengo inicia sua caminhada na Libertadores 2021 e terá como primeiro adversário o Vélez Sarsfield, na Argentina. Um duelo inédito por essa competição, mas o confronto, com ampla vantagem rubro-negra, tem muita história e alguns personagens marcantes. Entre eles o ex-atacante Sávio.



Flamengo e Vélez já se enfrentaram nove vezes na história, com seis vitórias rubro-negras, um empate e duas derrotas. Sávio, o "Anjo Loiro", participou de quatro destas partidas e marcou cinco gols.


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- Era um confronto bom, e na grande maioria das vezes eu me dava bem - afirmou Sávio ao ge.

- O Flamengo é o favorito, mas tem que entrar como entrou em 2019, muito focado e preparado para não ter surpresas. O grupo merece respeito. Acho que internamente o Flamengo sabe disso, que precisa lutar muito.

Na entrevista ao ge, Sávio relembrou as histórias que viveu contra o Vélez, como quando fez um hat-trick na Argentina e dedicou ao filho recém-nascido, e sobre a supresa de só saber depois do jogo da briga entre Edmundo e Zandona, na Supercopa de 95.

Criado no Gávea, Sávio disputou 261 partidas pelo Flamengo e marcou 95 gols. Entre os títulos, o Carioca e Copa Ouro de 96, e o Torneio da Malásia, em 1994, com vitória por 3 a 1 sobre o Bayern de Munique na final. Em 2006, ele retornou ao clube para uma breve passagem. Atualmente com 47 anos, ele atua como empresário de atletas e participou da ida de Filipe Luís para o clube.

Confira a entrevista com Sávio:

Ge: Na história do confronto entre Flamengo e Vélez, você é o personagem com desempenho mais marcante. Quais as recordações que tem daqueles duelos nos anos 90?


Sávio: Contra o Vélez eram sempre jogos bons, principalmente em Buenos Aires. Naquela época virou um confronto frequente. Tinha um pouco daquele Vélez campeão mundial, era realmente um time muito bom comandado pelo goleiro Chilavert. Essa Supercopa dos Campeões, tirando a Libertadores, era a mais importante. Reunia os principais times. Eram clássicos sul-americanos. E todo ano caía Flamengo x Vélez.

Engraçado que no Brasil não era só no Maracanã. Teve um 3 a 0, o da confusão, que foi em Uberlândia. Me lembro de uma derrota por 1 a 0 que tivemos, com gol do Chilavert de pênalti, que foi em Florianópolis. Nessa época o Flamengo viajava bastante. Mas eram confrontos de muita rivalidade.

Você entrou em campo quatro vezes contra o Vélez, venceu três, perdeu uma, e marcou cinco gols, levando em conta o que a bola bateu no zagueiro e entrou na vitória por 3 a 0, em um dos duelos pela Supercopa de 1995. São ótimos números...

O bom disso é que era um confronto bom, e na grande maioria das vezes eu me dava bem. Lembro do 3 a 2 de 1995, dentro do estádio do Vélez. Esse foi realmente um jogão, com alternância no placar. Teve um momento em que eu dei uma arrancada pela direita e consegui cruzar. O Edmundo cabeceou, o Chilavert defendeu e o Lira sofreu o pênalti. Eu bati e fiz o gol. Foi o 2 a 2. Aí o Rodrigo Mendes, no final do jogo, fez o 3 a 2. Aquele jogo foi muito marcante.

Aquela competição foi uma pena, porque disputamos oito jogos e vencemos sete. No primeiro jogo da final contra o Independiente perdemos por 2 a 0. No Maracanã vencemos por 1 a 0 e não conseguimos inverter o resultado. Foi uma competição muito boa.

Aí, em 1997, o Flamengo vence por 3 a 0 na Argentina com três gols seus...

Foi muito especial ganhar por 3 a 0 dentro do campo do Vélez, em Buenos Aires. Fiz o hat-trick. É até engraçado, porque fui artilheiro do Flamengo no Brasileiro de 97, de torneios na Espanha, e em setembro meu filho Breno nasceu. Depois, fiquei uns dois meses sem fazer gol (risos). Era muita ansiedade de fazer um gol para ele. Fui fazer justamente neste jogo contra o Vélez. Demorei, mas fiz logo três. Esse foi um jogo muito especial.

A rivalidade ficou mais forte depois de 1995, quando teve o caso da confusão entre o Edmundo e Zandona, na vitória por 3 a 2, em Uberlândia? Qual sua recordação daquela briga?

Na minha época, não joguei contra River Plate e Boca Juniors. Algumas vezes contra o Vélez, Independiente, Estudiantes... Ali (Edmundo x Zandona) foi uma coisa muito ruim. Felizmente não vemos mais isso no futebol. Acho que não foi pela rivalidade. Depois o Vélez deu uma caída e não houve tantos enfrentamentos.

Mas aquele foi um jogo muito bom que fizemos, uma vitória por 3 a 0. Era para fazer mais. Quando estava 2 a 0, o técnico Apolinho me tirou para me poupar. Eu estava sofrendo muitas faltas.

Não sei como é hoje, mas o estádio de Uberlândia o vestiário era muito longe do campo, tinha que descer. Não se ouve nem torcida. Eu fui para iniciar o tratamento com gelo e só depois que os outros jogadores chegaram e me contaram da pancadaria. Para mim foi uma surpresa muito grande. O jogo foi muito bom, mas com esse final constrangedor.

Qual sua expectativa para este Flamengo que inicia a disputa da Libertadores e tem o Vélez na estreia? Acredita que entra como favorito no grupo e também ao título?

É um grupo em que o Flamengo é o favorito, mas é preciso ter cuidado porque são bons times. O Flamengo já está mais acostumado com a competição, teve o título com superação e mereceu. Tem o Vélez, que é preciso tomar cuidado. É um time bem treinado, com bons jogadores. O Flamengo é o favorito, mas tem que entrar como entrou em 2019, muito focado e preparado para não ter surpresas.

O grupo merece respeito. Acho que internamente o Flamengo sabe disso, que precisa lutar muito.

Como é sua relação com o Flamengo hoje? Como equilibra a parte de torcedor com empresário? Tem falado muito com o Filipe Luís?

A relação como torcedor é muito intensa. Não tem jeito, foram 11 anos de clube. A minha história eu comecei no Flamengo. Existe respeito, carinho, admiração e paixão pelo clube. Tenho três filhos flamenguistas apaixonados. São flamenguistas e madridistas. Quando estou com eles assistindo aos jogos, é uma torcida muito grande.

A relação com o Flamengo sempre foi muito boa. De ex-atleta, na parte do carinho que recebo de dirigentes e até dos funcionários que ainda estão lá. Quando vou na Gávea ou no Ninho é um carinho muito grande. Essas pessoas me ajudaram e marcaram minha vida.

E existe uma relação profissional com o clube de muito respeito. Muito séria. Através da minha empresa, agenciamos atletas e temos jogadores dentro do clube, na base e no profissional, no caso do Filipe Luís. Tivemos a felicidade de trazê-lo em 2019 e é um sucesso enorme, dois anos depois. Fico muito feliz de ter uma relação bacana com o Flamengo.

AS ESCALAÇÕES DO FLAMENGO CONTRA O VÉLEZ

Ano: 1993 - Vélez Sarsfield 0 x 2 Flamengo - (Jose Amalfitani) - Torneio Libertad
Gols: Nilson e Nélio.



Escalação: Gilmar, Junior Baiano, Gottardo e Rogério; Fabinho, Junior, Marquinhos, Nélio e Josecler; Gaúcho (Marcelinho Carioca) e Nilson. Técnico: Carlinhos

Ano: 1995 - Vélez Sarsfield 2 x 3 Flamengo - (Jose Amalfitani) - Supercopa dos Campeões da Libertadores
Gols: Edmundo, Sávio e Rodrigo Mendes.

Escalação: Paulo Cesar, Cláudio, Agnaldo, Ronaldão e Lira; Pingo, Márcio Costa, Djair (Rodrigo Mendes), Nélio, Sávio e Edmundo. Técnico: Washington Rodrigues

Ano: 1995 - Flamengo 3 x 0 Vélez Sarsfield - (Parque do Sabiá) - Supercopa dos Campeões da Libertadores
Gols: Sávio, Edmundo e Romário.

Escalação: Paulo Cesar, Cláudio, Agnaldo (Fabiano), Ronaldão e Lira (Pingo); Márcio Costa, Djair, Nélio, Sávio (Rodrigo Mendes), Romário e Edmundo. Técnico: Washington Rodrigues.

Ano: 1997 - Flamengo 0 x 1 Vélez Sarsfield - (Orlando Scarpelli) - Supercopa dos Campeões da Libertadores
Escalação: Clemer, Fabio Baiano, Junior Baiano, Luiz Alberto e Gilberto; Fabiano (Maurinho), Bruno Quadros, Iranildo (Evandro) e Lúcio Bala; Renato Gaúcho (Marco Aurélio Jacozinho) e Sávio. Técnico: Paulo Autuori

Ano: 1997 - Vélez Sarsfield 0 x 3 Flamengo - (Jose Amalfitani) - Supercopa dos Campeões da Libertadores
Gols: Sávio (três)

Escalação: Clemer, Fabio Baiano, Juan, Luiz Alberto e Gilberto; Jorginho (Lê), Bruno Quadros, Evandro (Athirson), Iranildo (Leandro Neto), Pierkaski e Sávio. Técnico: Paulo Autuori

Ano: 1998 - Vélez Sarsfield 1 x 0 Flamengo - (Jose Amalfitani) - Mercosul
Escalação: Clemer, Pimentel, Juan, Luiz Alberto e Leonardo Inácio; Marcos Assunção, Leandro Ávila, Beto (Vinícius), William, Nélio (Iranildo) e Rodrigo Fabri. Técnico: Joel Santana

Ano: 1998 - Flamengo 2 x 0 Vélez Sarsfield - (Maracanã) - Mercosul
Gols: Romário (dois)

Escalação: Clemer, Pimentel (Dida), Ricardo Rocha, Luiz Alberto e Wagner; Fabiano (Jorginho), Marcos Assunção, Cleisson e Beto; Romário e Rodrigo Fabri (Iranildo). Técnico: Evaristo de Macedo

Ano: 2000 - Vélez Sarsfield 1 x 1 Flamengo - (Jose Amalfitani) - Mercosul
Gol: Petkovic

Escalação: Julio César, Bruno Carvalho, Maurinho, Fernando e Leonardo Inácio; Leandro Ávila, Rocha, Petkovic e Denilson; Edilson e Adriano (Roma). Técnico: Carlinhos

Ano: 2000 - Flamengo 2 x 0 Vélez Sarsfield - (Maracanã) - Mercosul
Gols: Adriano e Roma

Escalação: Julio César, Maurinho, Juan, Gamarra e Athirson; Leandro Ávila, Rocha, Petkovic e Denilson; Edilson e Adriano (Roma). Técnico: Zagallo

Ídolo, Flamengo, carrasco, Vélez

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Erro=que nao tem capacidade,fez aquele gol contra o Palmeiras, nao ataca.

Muito me preocupa o jogo de amanhã, vejo um técnico perdido na beira do campo que nao capacidade de reverter resultados adversos contra até times mediocres como vasco e portuguesa , duas vexames seguidos , só tenho que parabeniza-lo !!! Viram o tropeço do vasco ontem como ele nao conseguiu ganhar daquele timeco , ah!!! Fala sério!! Sábado o Michael apesar do esforço parece que fumou um beck e tava doidão em campo só correndo sem objetivo e pra quê isso e porque nao orienta o jogador ??? O Pepe maior enganação fez aquele contra o Palmeiras e depois bem ......SUMIU !!! ESCAFEDEUSSE, O cara precisava ganhar o jogo e entra de Renner na lateral , cara eu respeito o renner como pessoa, mais como jogador do Flamengo nao da né??? Nao sabe cruzar , nao ataque e é lento na reposição só o Ceni nao vê isso , porra tem Ramon, max e o Rodrigo Muniz e nao coloca , aliás o cara vinha em boa fase todo mundo de olho nele e ai ele nao bota o cara mais pra jogar , assim como fez com o Gustavo Henrique, o ego dele é tão grande que nao gosta de ver o brilho dos outros, desanimando asdim os jogadores , muito me preocupa o jogo de manhã e será que ainda vai ser teimoso de escalar o Arão como zagueiro ???? E na minha opinião se perder amanhã cai, o quê pra mim nao me anima muito ja que vão fazer.outra bobagem trazendo o BABACAO do Renato e olhem seu último trabalho no grêmio??? Pefiro o fera mais sao muitos orgulhosos e burros pra isso , então seja o que Deus quiser !!!! SAUDAÇÕES e boa semana a todos nós.

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