O cenário político e comercial do futebol brasileiro passou por transformações fundamentais na quarta-feira (11), quando o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) anunciou a homologação de um acordo entre as duas principais ligas de clubes do país: a Libra e a FFU. Essa decisão encerra uma longa disputa que se arrastava desde o ano anterior, permitindo que ambas as entidades possam receber novos associados, após um período de limitação imposto por uma decisão anterior.
A acordância, no entanto, inclui uma contrapartida financeira para a Libra, que terá que arcar com uma "contribuição pecuniária" total de R$ 559 mil. Esta multa será rateada entre cinco clubes específicos — Flamengo, Palmeiras, Santos, São Paulo e Grêmio — que estavam na associação por mais de dois anos e que se encaixavam nos critérios de faturamento exigidos para tal notificação ao Cade.
A origem da controvérsia está relacionada à prática de "gun jumping", um fenômeno que ocorre quando as partes começam a operar em união antes de receberem a aprovação necessária de órgãos reguladores. O Cade havia emitido, em novembro do ano passado, uma liminar que impedia a expansão dos blocos, argumentando que os vínculos entre os clubes poderiam ser classificados como uma "joint venture".
A Libra reconheceu sua falha em notificar o Cade sobre sua formação, o que levou à sanção. Em contrapartida, a FFU não enfrentou penalidades financeiras, pois os clubes da sua composição não preencheram os critérios de faturamento que exigiam notificação ao órgão regulador. Assim, a FFU celebrou a decisão e reafirmou a segurança jurídica de seus projetos e contratos.
Com o desbloqueio do caminho para novas negociações, tanto a Libra quanto a FFU deverão adotar protocolos de maior transparência. O acordo obrigará os dois blocos a fornecer ao Cade informações detalhadas sobre suas atividades, incluindo notificações sobre futuras movimentações financeiras.
A FFU também comprometeu-se a apresentar uma análise detalhada de mérito da operação ao Cade em até 60 dias, um passo necessário para garantir a conformidade com a legislação vigente. Este movimento visa fortalecer a governança das ligas e assegurar a integridade das transações futuras.
Os desdobramentos dessa decisão terão impactos diretos no cenário das competições nacionais e na forma como os clubes interagem com investidores. O entendimento estabelece um novo marco na regulamentação do futebol brasileiro, que promete aumentar a competitividade entre os clubes e ter reflexos nas gestões financeiras e esportivas no médio e longo prazo.
563 visitas - Fonte: Torcida Flamengo
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