O Flamengo de 2026 iniciou sua jornada com o elenco principal no dia 21 de janeiro, mas a organização tática defensiva ainda não se encontrou. Em nove partidas disputadas, a equipe sofreu 11 gols, conseguindo sair de campo sem ser vazada em apenas uma oportunidade. Essa fragilidade custou o título da Supercopa para o Corinthians e obriga o time a uma missão indigesta no Maracanã: vencer o Lanús por dois gols de diferença para erguer a taça da Recopa Sul-Americana.
Léo Ortiz sob Holofotes Negativos
Embora falhas de Emerson Royal e Pulgar tenham sido notadas, o zagueiro Léo Ortiz tornou-se o epicentro das críticas. O defensor, que em 2025 foi sinônimo de segurança, acumulou erros diretos que resultaram em gols nos clássicos contra Fluminense e Corinthians, além do revés na Argentina contra o Lanús.
Diante deste cenário, a gestão de elenco de Filipe Luís sofre pressão externa para promover mudanças imediatas:
Vitão e Danilo: Os dois zagueiros reservas apresentam métricas de desempenho superiores nos treinos e em participações pontuais, clamando por uma vaga no time titular para estancar a sangria defensiva.
O Dilema de Pedro: Físico vs. Técnica
Se a defesa preocupa, o ataque também vive um momento de interrogação. O camisa 9 Pedro, titular em cinco partidas neste ano, balançou as redes apenas duas vezes — ambas contra o Sampaio Corrêa.
Herança de 2025: O atacante carrega um histórico de problemas físicos que vêm minando sua regularidade e a intensidade necessária para o estilo de jogo proposto por Filipe Luís.
Impacto no Coletivo: Sem a referência letal na área, o Flamengo tem tido dificuldade em transformar a posse de bola em vantagem no placar, aumentando a carga emocional sobre o setor defensivo.
Momento de Decisão
Filipe Luís, conhecido por sua leitura de jogo apurada, tem agora o desafio de provar sua capacidade como gestor de crise. A proximidade da partida de volta da Recopa no Maracanã exige soluções rápidas. A manutenção da confiança em nomes como Léo Ortiz ou a aposta em uma renovação no setor com Vitão e Danilo definirá não apenas o próximo título, mas o tom da relação entre a torcida e a comissão técnica para o restante de 2026.
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