O torcedor rubro-negro ainda tem fresca na memória a segurança absoluta da temporada passada. Sob o comando de Filipe Luís, o Flamengo disputou 74 jogos e manteve uma média impressionante de apenas 0,58 gols sofridos por partida. Foi essa base sólida que sustentou a conquista de quatro títulos. No entanto, o início de 2026 apresenta uma realidade paralela: em apenas nove jogos, o time já foi vazado 11 vezes, atingindo 25% de todos os gols sofridos em todo o ano anterior.
Raio-X da Vulnerabilidade: O Alerta na Argentina
A média atual de 1,22 gols por jogo não é apenas um número frio; ela reflete falhas graves na leitura de jogo. Na derrota para o Lanús, a fragilidade ficou exposta: além dos gols sofridos, o adversário teve outras duas finalizações de Castillo anuladas por impedimento.
Falha Coletiva: Filipe Luís defende que a defesa começa no ataque, mas a pressão alta não tem sido eficaz, deixando a linha de zaga exposta a transições rápidas.
Intensidade em Queda: A organização tática que antes sufocava rivais hoje mostra sinais de lentidão, permitindo que adversários cheguem com facilidade à área de Rossi.
A Voz da Experiência: O Pacto de Alex Sandro
Um dos líderes do elenco, Alex Sandro não fugiu da responsabilidade após o revés em La Fortaleza. O lateral-esquerdo reforçou que a glória de 2025 é passado e que o grupo precisa de uma "sacudida" imediata.
"A solidez do ano passado não entra em campo hoje. Precisamos de mais esforço coletivo para retomar nossa identidade", declarou o veterano.
Decisão no Maracanã: Margem de Erro Zero
O Flamengo entra na semana mais importante do semestre. Na próxima quinta-feira (26), o duelo de volta contra o Lanús exige uma performance defensiva impecável. Para erguer a taça da Recopa Sul-Americana, o time precisa vencer por dois ou mais gols de diferença. Qualquer descuido defensivo que resulte em gol argentino obrigará o Fla a uma goleada, aumentando a pressão sobre um ataque que também busca regularidade.
A gestão de elenco de Filipe Luís será testada ao limite: manter a confiança nos nomes atuais ou promover mudanças drásticas na zaga? A resposta tática definirá se o Flamengo de 2026 retomará o caminho dos títulos ou se continuará refém de uma defesa que desaprendeu a ser intransponível.
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