O Flamengo de 2026, atual campeão continental, vive um paradoxo técnico. Enquanto Filipe Luís defende que a equipe fez um "grande jogo" contra o Lanús, a realidade das medalhas de prata na Supercopa e na Recopa corrói sua sustentação. A leitura de jogo da presidência é pragmática: o clube atendeu a todos os pedidos da comissão técnica, manteve os principais atletas e investiu pesado em contratações de elite. Para o presidente Bap, a conta não fecha, e o desgaste que começou na difícil negociação de renovação agora transborda para o dia a dia do Ninho do Urubu.
O Triângulo das Bermudas: Diretoria, Elenco e Torcida
A crise atual se sustenta em três pilares de desgaste que Filipe Luís precisará neutralizar rapidamente:
Pressão da Presidência: Bap tem sido presença constante nos treinos e subiu o tom nas cobranças. Ele já discutiu nomes de outros treinadores no passado e não hesitará em aumentar o cerco caso o título do Carioca escape.
Fritura no Elenco: Jogadores importantes têm demonstrado insatisfação com escolhas táticas e a gestão de elenco, sentindo que algumas convicções do técnico estão prejudicando o rendimento coletivo em momentos decisivos.
Fim da Blindagem: O Maracanã, que sempre foi o santuário de Filipe, proferiu xingamentos diretos ao técnico pela primeira vez. O grito de "time sem vergonha" reflete uma torcida que não aceita o rótulo de "favorito perdedor".
O Carioca como Divisor de Águas
A organização tática de Filipe Luís está sob análise rigorosa. O departamento de futebol ainda respalda o treinador, acreditando na evolução do trabalho, mas a paciência da presidência tem data de validade:
Título Obrigatório: A conquista do Campeonato Carioca tornou-se vital para acalmar os ânimos. Qualquer resultado diferente da taça será visto como o fim da linha para o projeto atual.
Reencontro com a Identidade: O técnico precisará mostrar que sua leitura de jogo pode ser flexível o suficiente para estancar erros defensivos bobos, como os vistos na prorrogação contra o Lanús.
Ambiente Interno: Recuperar a confiança dos atletas insatisfeitos é a prioridade zero para evitar que o vestiário se torne um aliado da crise externa.
Filipe Luís, o estudioso e detalhista, agora precisa ativar seu lado "gestor de homens". A aeronave rubro-negra está sofrendo danos severos, e o tempo para o conserto é curto. Em um clube onde o vitorioso 2025 já parece memória distante, o treinador terá que provar que sua "cara" dada ao time também é capaz de levantar troféus em 2026.
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