O Flamengo de 2026 faz questão de reverenciar suas raízes. A situação delicada de Moacir Pinto, que tratava uma pneumonia e complicações cardíacas no Hospital Geral Guasmo Sur, em Guayaquil, mobilizou os bastidores do futebol. Nesta sexta-feira, o presidente da CBF, Samir Xaud, garantiu pessoalmente ao ídolo que a entidade assumirá os custos de seu tratamento domiciliar. Moacir é um dos quatro remanescentes vivos da histórica conquista na Suécia (ao lado de Dino Sani, Mazzola e Pepe), e sua saúde tornou-se prioridade nacional.
Uma Lenda no Museu e na História
Para o torcedor mais jovem, Moacir representa a era de ouro que pavimentou o caminho para o Flamengo que conhecemos hoje:
Início no Ninho: Revelado na Gávea, Moacir foi titular absoluto na metade final dos anos 50, formando ataques memoráveis ao lado de nomes como Joel, Dida e Zagallo.
Lenda Rubro-Negra: O meia faz parte da seção "Lendas" do museu do clube, com depoimentos que eternizam sua técnica refinada e o papel de herdeiro da linhagem de craques do Flamengo.
Ídolo Internacional: Além do Fla, ele é uma divindade no Equador, onde brilhou no Barcelona de Guayaquil e fez história como técnico, levando o país à sua primeira Copa do Mundo (Sub-16) em 1987.
A Força da Seleção de 58
Aos 89 anos, Moacir demonstra a mesma resiliência que o levou ao topo do mundo. Sua alta hospitalar é celebrada não apenas como uma vitória médica, mas como a preservação da memória viva do nosso futebol:
Reconhecimento: A ajuda da CBF é um marco na gestão de imagem da entidade, que busca amparar seus campeões mundiais em momentos de vulnerabilidade.
Laço Eterno: Mesmo morando no Equador há décadas, Moacir sempre declarou seu amor ao Mais Querido. "Sempre fui Flamengo", afirmou em entrevistas recentes, reforçando o vínculo inquebrável com as cores rubro-negras.
Homenagem em Vida: O Barcelona de Guayaquil, em seu centenário em 2025, já havia condecorado o ex-meia, mas a ajuda financeira efetiva agora garante a dignidade necessária para sua recuperação.
O Flamengo segue acompanhando de perto a evolução de seu eterno camisa 8. Para o clube, Moacir não é apenas um ex-atleta, mas um símbolo de uma era onde o futebol brasileiro descobriu sua grandeza — uma grandeza que nasceu com o Manto Sagrado.
Palavras-chave: Flamengo, Moacir Pinto, Seleção Brasileira 1958, CBF, Samir Xaud, Barcelona de Guayaquil, Ídolos do Flamengo, História do Futebol.
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