O Flamengo de 2026 mostrou duas faces no Maracanã. No primeiro tempo, uma equipe que circulava a bola sem agredir; no segundo, um time letal. Jardim explicou que a conversa no vestiário focou na ocupação de espaços "entrelinhas" e no preenchimento da área. A mudança surtiu efeito imediato com o brilho de Samuel Lino e Luiz Araújo, que agora atuam mais centralizados. "Se pensarmos que só o atacante entra na área, vamos enfrentar quatro contra um. Quero os pontas por dentro para estarem perto da definição", detalhou o técnico sobre sua organização tática.
Libertadores: O Desconhecido e a Motivação
Enquanto a bola rolava no Maracanã, o destino rubro-negro na América era sorteado em Luque. O Fla enfrentará Estudiantes (ARG), Cusco (PER) e Independiente Medellín (COL). Com uma honestidade rara, Jardim confessou:
Foco no Próprio Umbigo: "Se me perguntarem se conheço as equipes, vou dizer que não. Minha responsabilidade agora é evoluir a nossa."
Altitude e Velocidade: Apesar do desconhecimento inicial, o técnico já demonstrou leitura de jogo ao prever as dificuldades na altitude: "Precisamos de atenção aos chutes de fora e à velocidade da bola."
Ambição Europeia: Comparando a Libertadores com os grandes torneios que disputou na Europa e Ásia, Jardim afirmou estar motivado para mostrar sua "melhor versão" no Rio de Janeiro.
O Próximo Desafio: Clássico contra o Corinthians
Sem tempo para celebrar, o Flamengo já vira a chave para domingo (22), às 20h30:
Desfalques de Peso: Léo Pereira e Erick Pulgar estão suspensos. Jardim, contudo, minimizou as ausências, citando a força do elenco: "Temos Danilo, Vitão, Paquetá... não posso dizer que temos o melhor elenco e depois reclamar de suspensões."
DNA Vencedor: O treinador pregou respeito ao Corinthians, mas reiterou que o Flamengo deve jogar para vencer em qualquer estádio.
Preservação de Ídolos: Jardim reforçou a estratégia de poupar Arrascaeta e gerir o desgaste de jogadores internacionais, como De la Cruz, visando a maratona de 2026.
O Flamengo encerra esta quinta-feira com a confiança renovada e uma intensidade que parece crescer a cada jogo. Leonardo Jardim trouxe o pragmatismo europeu aliado ao talento rubro-negro. Se a equipe mantiver a postura do segundo tempo de hoje, a "Champions League" da América tem tudo para ser pintada de vermelho e preto.
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