O goleiro João Eduardo Lago Magalhães, de 23 anos, moveu uma ação trabalhista contra o jogador Lucas Paquetá, que atua pelo Flamengo, buscando a quantia de R$ 66.013,20. A demanda tem como base a alegação de não registro em carteira e a falta de pagamentos durante dez meses de trabalho na equipe Paquetá Sports, onde o goleiro afirma ter recebido um salário de R$ 1 mil mensais.
O recurso, protocolado em 9 de março no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), busca que desembargadores revisem decisões anteriores que foram desfavoráveis a João Lago. Em outubro do ano passado, a 12ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro considerou que as provas apresentadas, como treinos e interações em redes sociais, não comprovavam um vínculo de emprego entre as partes.
O juiz Gustavo Farah Correa, responsável pela decisão inicial, enfatizou que a simples participação em atividades de treinamento não configura, por si só, os elementos necessários para estabelecer uma relação de trabalho, como subordinação e habitualidade. Este entendimento foi reafirmado em janeiro, quando uma nova decisão manteve a vitória do meio-campista do Flamengo.
João Lago, por sua vez, contou em entrevista sobre a rotina de trabalho, especificando uma jornada de seis horas diárias de segunda a sexta-feira. Ele justificou a aceitação do salário abaixo do mínimo, argumentando que a quantia era uma ajuda de custo e que havia um incentivo baseado em bônus por desempenho em partidas.
Na continuação do processo, o goleiro também expôs a dificuldade de receber os pagamentos acordados, mencionando que sua situação foi agravada por uma lesão no ombro, que demandou cuidados de saúde sem suporte do clube. A defesa de Lucas Paquetá, por outro lado, nega os pagamentos, alegando que o atleta apresentava constantes justificativas para a falta de quitação salarial.
Entre os citados na ação estão os familiares de Lucas Paquetá e as empresas associadas ao jogador, que, após análise, tiveram a cobrança direcionada inicialmente apenas para as empresas. A defesa de João Lago busca reverter essa decisão para incluir novamente os familiares no processo.
O juiz aplicou a "pena de confissão" às empresas que não compareceram à audiência, assumindo como verdade a versão do demandante. Entretanto, a Corte do TRT-1 reafirmou que a documentação apresentada não sustentou a alegação de vínculo empregatício, faltando evidências concretas que provassem uma relação de trabalho formalizada.
Com o recurso apresentado, o caso agora aguarda análise pelos desembargadores do TRT-1, que ainda não definiram uma data para o julgamento. Esse desfecho poderá ter implicações significativas tanto para o goleiro quanto para o jogador do Flamengo, afetando suas carreiras e o cenário jurídico envolvendo relações de trabalho no futebol.
297 visitas - Fonte: Torcida Flamengo
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