24/8/2026 20:42
Quarteto com Paquetá e Arrascaeta não atua junto no Flamengo desde março
Sem atuar junto desde março após série de lesões no DM, o quarteto Jorginho, Pulgar, Paquetá e Arrascaeta desafia o técnico Leonardo Jardim no Flamengo.
A busca pela escalação ideal para buscar as taças do segundo semestre reabriu um debate antigo nos corredores da Gávea e coloca o desenho tático do time totalmente em jogo. O Flamengo confirma que a badalada combinação de meio-campo formada por Jorginho, Erick Pulgar, Lucas Paquetá e Giorgian De Arrascaeta não joga junta desde março, somando míseros 175 minutos divididos em apenas quatro partidas em toda a temporada de 2026.
A falta de sequência do setor reage a uma sequência inacreditável de problemas médicos nos últimos meses. A comissão técnica de Leonardo Jardim contesta a ideia de que o cuarteto seja incompatível, mas o departamento de futebol admite que o departamento médico virou uma barreira quase intransponível: Jorginho foi baixa duas vezes por lesões musculares na coxa e panturrilha; Pulgar desfalcou a equipe em 13 jogos por trauma no ombro; Arrascaeta fraturou a clavícula no primeiro semestre; e Paquetá precisou tratar a coxa esquerda logo após a volta da Copa do Mundo.
— A necessidade de dar estabilidade ao setor nos desafia muito em meio a esse acúmulo de baixas consecutivas. A comissão admite a qualidade técnica incontestável dos quatro nomes, mas o equilíbrio defensivo nos cobra intensidade física nos 90 minutos. Não há nenhum acordo travado para colocá-los juntos a qualquer custo; a equipe precisa ter sustentação tática para que o talento apareça — dispara o ambiente de bastidores do CT Ninho do Urubu.
O histórico dessa formação escancara um nítido impasse de posicionamento. Utilizados juntos apenas duas vezes sob o comando de Filipe Luís e duas com Jardim, os quatro só iniciaram entre os 11 titulares em uma oportunidade: na vitória por 2 a 0 contra o Cruzeiro, ainda no primeiro turno do Brasileirão, quando atuaram por 77 minutos sem sofrer gols. Nas outras aparições (derrotas para Corinthians na Supercopa e Lanús na Recopa, e empate contra o Fluminense na decisão estadual), o desenho foi acionado apenas na etapa final.
O principal nó tático para reativar a fórmula passa pelo posicionamento de Lucas Paquetá. Aberto pela ponta direita, o camisa 20 não entrega o mesmo dinamismo que demonstra como segundo homem da volância — faixa central onde Jorginho recuperou o protagonismo nos confrontos decisivos da Libertadores.
Cientes de que o terço final do Brasileirão e os mata-matas da temporada não toleram improvisos sem retorno, comissão técnica e torcida cobram uma resposta rápida nas escolhas. O Flamengo confirma que aproveitará os próximos treinos para testar variações na escalação, cabendo a Leonardo Jardim decidir se resgata o quarteto dos sonhos ou se mantém a política de alternância no setor de criação.
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