Origens – De Limeira, Lelê e a sua ascensão gradativa no Flamengo

3/2/2017 11:38

Origens – De Limeira, Lelê e a sua ascensão gradativa no Flamengo

Origens – De Limeira, Lelê e a sua ascensão gradativa no Flamengo
DNA de basqueteiro, Lelê foi um dos jovens talentos que o Flamengo fez a aposta no início dessa temporada para agregar valor técnico e rejuvenescer o seu plantel. Com o basquete lapidado nas categorias de base em Limeira e filho do ex-jogador Telmo Oliveira, o jovem Lelê aos poucos vem conquistado seu espaço dentro do elenco e ganhado elogios por parte dos torcedores por suas características visíveis em quadra – disciplina tática e disposição.


O Garrafão Rubro-Negro conversou com Lelê, seus familiares e seu técnico em Limeira para abordar como foi a formação desse jovem talento que vem ajudando o time rubro-negro na campanha do Novo Basquete Brasil.

Com cada vez mais minutos em quadra no NBB, o ala Lelê descreveu o seu momento no basquete do Flamengo.

“O momento que estou vivendo é muito bom, tendo oportunidade de começar jogando os últimos jogos. Isso faz com que eu sempre busque o melhor a cada jogo, vendo o que eu posso fazer para ajudar o time, me adaptando cada vez mais. Mas isso vem muito da confiança passada pela comissão técnica, e dos jogadores mais experientes, que estão sempre me ajudando dentro de quadra. E espero pode continuar contribuindo como estou, e sempre mais. ”

Telmo Oliveira destaca quando o filho começou a gostar da prática pelo basquete.

"Acredito que ele começou a gostar do basquete desde a barriga da mãe, que me acompanhava aos jogos, até um dia antes dele nascer. No seu primeiro aniversário, ele teve duas festas comemorativas, uma em Londrina onde eu jogava, e uma em Limeira, e em seus presentes somando, ganhou 7 cestinhas de basquete, e espalhamos essas cestinhas pela casa, e a partir daí, nunca mais o vi sem bola de basquete em suas mãos. Sempre que perguntavam a ele, o que ele queria ser, a resposta vinha de imediato, jogador de basquete. Quando maior, com 6 anos, já estava fazendo escolinhas isso com 6 anos, tínhamos no fundo de casa uma tabela, ele estudava de manhã, e antes de ir para à aula, ia dar seus arremessos. Com tudo, sabia que não tinha como mudar, seria um jogador. Foi para mim uma emoção muito grande, ele seguir o mesmo gosto por este esporte, foi prazeroso demais"

Consagrado em Limeira, Telmo relembra como foi o início da carreira de Lelê na base da equipe paulista e a experiência do filho nos EUA, no Estado de Iowa.

“O Lelê jogou todas as categorias de base em Limeira, sempre em todas as categorias recebeu um reconhecimento, ou ganhando como melhor jogador, estando entre a seleção de ouro, melhor do Estado, entre outros. Quando resolveu ir jogar nos Estados Unidos, foi doloroso para nós, uma vez que nunca tínhamos ficado longe dele, mas era seu gosto, e nunca dissemos não por qualquer decisão tomada por ele, mesmo quando ele nos disse: Não vou mais voltar, quero jogar no Flamengo”.

Telmo fala da importância do apoio familiar nesse atual momento de Lelê no clube da Gávea.

“Estamos muito orgulhosos dele, afinal, ele está no melhor time do Brasil, e quando ele foi, a única coisa que eu disse foi para ele foi: Olha para aonde você está indo moleque, honre a escolha que você fez. Quanto ao desempenho dele no time, acredito que além do seu esforço e vontade, tem uma comissão técnica, o Rodrigo Silva (Sub-22), o José Neto (adulto) e os demais, que acredita em seu trabalho. Ele está muito feliz, havia muito tempo que não via ele assim. Ele nos liga todos os dias, e fala muito bem dos jogadores, que além de estar entre eles, dão muito apoio, explicam como fazer, como melhorar, e são divertidos. Isso só nos dá muita alegria, nos orgulha. O irmão menor, joga e diz que é o Lelê, quer a camisa do irmão, quer tênis autografado do irmão, é muito engraçado. A família inteira se envolve, é espirituoso demais, todos cantam, desde avós até os primos, tios, tias. ”



Roberta do Carmo, mãe de Lelê, ressalta a formação dele como pessoa e como foi para ela o período que o filho morou nos Estados Unidos.

“"O Lelê sempre foi um menino de ouro, um filho exemplar, o filho que sempre desejei ter. Quando foi aos Estados Unidos, tive uma grande dificuldade em conviver com sua ausência, uma vez que ele nunca havia deixado Limeira, e éramos muito ligados. Chorava todos os dias, não conseguia falar com ele através do Skype, rapidamente falava ao telefone. O seu irmão menor até dizia: Mamãe nunca quero ir para os Estados Unidos, você chora muito. Era até engraçado. Mas sabia que era para seu crescimento. Quando foi para o Flamengo, fiquei muito feliz, pois estava indo para um time grande. No começo achei que iria jogar somente em sua categoria, mas quando o vi jogando no adulto e se sobressaindo, fiquei extremamente orgulhosa. Acredito que ele entendendo a oportunidade que a comissão técnica está oferecendo e poderá dar muitas alegrias ao Flamengo."

O Garrafão Rubro-Negro conversou com Jece Leite, treinador de categorias de base, que abordou como foi para ele treinar o Lelê em Limeira.

“"Conheço o Lelê desde que ele foi concebido, conheço os pais antes de se casarem, eu o vi crescer, desde bem novo ele já mostrava ter um bom e fácil arremesso, desde as primeiras categorias já saltava bem e tinha um bom tempo de rebote e toco, que os braços de mangueira também o ajudam, mas acima de tudo sempre se dedicou aos treinos e escutava tudo com muita atenção e respeito."

Nas categorias de base de Limeira, Lelê usou a camisa 34, Jece Leite fala do orgulho de ver a evolução atual do jovem jogador no Flamengo.

“Tudo que está acontecendo com ele, eu esperava e torcia que pudesse acontecer um dia, nunca pensei em que time isso poderia acontecer, e estar acontecendo no Flamengo que vem sendo um papa títulos nos últimos anos mostra o tamanho do seu merecimento, eu vejo o seu amadurecimento e crescimento de uma forma muito gradual com altos e baixos até chegar no Flamengo onde ele foi obrigado a dar um certo salto pois estava chegando em um clube de visibilidade, peso e cobrança bem diferentes de suas experiências anteriores. E que vem sabendo lidar com isso."




1288 visitas - Fonte: Globo Esporte


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