O futebol do gol solitário

28/9/2017 17:21

O futebol do gol solitário

O futebol do gol solitário
Ao final de cada rodada do Campeonato Brasileiro faço um resumo dos jogos – eles entram com o título de “Jogo Rápido” aqui no blog. No atual torneio, a maioria das 250 partidas disputadas teve o seguinte roteiro: o time A começou no ataque, marcando a saída de bola do adversário, dominando o jogo e conseguiu fazer o seu gol. Em vantagem, a equipe recuou para defender sua vantagem...

Ou seja, no futebol brasileiro atual, as equipes cada vez mais se armam para fazer apenas um gol e nada mais. Todos – e não só o Corinthians, líder do Brasileiro - os times abdicam do jogo ofensivo quando estão com a vantagem mínima no placar.

Ninguém tem mais vontade de ter uma vitória convincente e aplicar uma goleada no adversário, diferente do que acontece com grandes equipes do planeta que não diminuem o ritmo e sempre procuram fazer mais gols.

Uma coisa básica que todos esquecem é que qualquer time que leva um gol, principalmente aquele que só defendia, fica totalmente perdido nos minutos após o tento sofrido. Se o time que balançou as redes colocar um ritmo forte e continuar no ataque vai ter grandes chances de anotar mais um gol, diante de um adversário atordoado.

Mas não é isso que tem acontecido. Um time que está dominando o jogo e sufocando o adversário, ao abrir o placar já recua totalmente, chamando o adversário para o seu campo e acaba complicando um jogo que venceria com tranquilidade, correndo o sério risco de tomar o gol, em um lance tolo, o que tem acontecido com certa frequência.

Quem está ganhando assume uma atitude extremamente tímida, tocando a bola de lado, sem nenhuma objetividade - para muitos isso é "administrar" o jogo. Em muitas oportunidades, os jogadores preferem um toque para trás, do que tentar um lançamento para começar um contra-ataque.

A covardia que toma conta do nosso futebol é impressionante. Fico espantado, pois já temos muitas pessoas – inclusive analistas e treinadores que abusam da dita nomenclatura moderna do futebol - que só conseguem enxergar méritos em quem só se preocupa em armar equipes de maneira defensiva.

Para esses, o futebol ideal e bem jogado deveria ser como um jogo de tabuleiro, com todas as peças fixas, com funções definidas e nenhum erro, pois ninguém assume nenhum risco. Desculpe amigos modernos, mas isso não é a essência do futebol, principalmente o brasileiro.

Hoje, quando temos um técnico que tenta ousar, fazer seu time jogar com velocidade e sendo ofensivo, ele já tratado como “um louco” e irresponsável que não organiza taticamente seus jogadores e deixa seu time vulnerável.

Cresci vendo futebol nas arquibancadas e ouvindo o grito de “mais um [gol]” quando um time estava ganhando. Temo que em pouco tempo, o meu filho, sentado nas cadeiras das arenas modernas tenha de participar de um coro pedindo: “só um”.

1378 visitas - Fonte: Peron na Arquibancada/GE


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