O clima nos bastidores do futebol carioca esquentou após o sorteio da Copa do Brasil e coloca a venda do futebol cruz-maltino totalmente em jogo. O Vasco confirma que avança nas tratativas para vender 90% das ações da sua SAF à Almirante Participações, do empresário Marcos Lamacchia, enquanto o presidente Pedrinho rebateu de forma contundente as declarações do mandatário do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap.
A reação do presidente vascaíno reage ao movimento do rival, que acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para tentar barrar o negócio. A diretoria rubro-negra contesta a operação alegando conflito de interesses, já que o comprador é filho do dono da Crefisa e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, o que admite um suposto cruzamento de influência entre clubes.
— A necessidade de cuidar da nossa casa nos desafia diariamente. A diretoria admite o momento de transição, e a exigência do torcedor nos cobra firmeza. Não há nenhum acordo travado por choro de rival; ele tem uma paixão louca pelo Vasco e devia se preocupar com o clube dele — dispara Pedrinho ao analisar as críticas de Bap.
Tentando superar o impasse jurídico levantado pelo Flamengo, a gestão vascaína trabalha para selar o contrato que prevê aportes de pelo menos R$ 650 milhões ao longo dos próximos cinco anos.
Diante das acusações de que a compra fere o Sistema de Sustentabilidade Financeira, os advogados do Gigante da Colina cobram respeito ao processo de due diligence. O Vasco confirma que segue o rito legal com a Almirante Participações para concluir a transação nos prazos estabelecidos.
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