18/7/2026 19:04
Léo Ortiz exalta João Fonseca do tênis e contesta pressa da torcida por títulos.
Léo Ortiz, zagueiro do Flamengo, assiste à estreia de João Fonseca no UTS Rio. O defensor defende paciência com o tenista e confirma retorno rústico no Brasileirão.
O ecossistema do esporte de alto rendimento exige blindagem psicológica e paciência, uma lição que atravessa os gramados e invade as quadras de saibro. O zagueiro Léo Ortiz, do Flamengo, confirma que aproveitou a reta final de sua transição física para vivenciar um laboratório humano diferente nos bastidores do UTS Rio. Fã declarado de tênis e praticante amador nas férias, o camisa 3 assistiu de perto às exibições do jovem João Fonseca, de 19 anos, colocando sua admiração pelo material esportivo da raquete totalmente em jogo e aproveitando para mandar um recado direto aos críticos de plantão.
O defensor rubro-negro, que esteve em Roland Garros durante a pausa da Copa do Mundo, usou sua experiência humana para rebater o ríspido comportamento das arquibancadas brasileiras. Ortiz contesta o hábito nacional de queimar etapas e esmagar promessas antes da hora, lembrando que Fonseca já figura perto do top 20 do tênis mundial. O atleta admite que o sofrimento do desenvolvimento faz parte do processo e rasgou elogios à estrutura rústica da família do tenista, exigindo que o país saiba valorizar a caminhada do jovem antes de cobrar Grand Slams de forma asfixiante.
— O esporte nos desafia diariamente. O João é um cara muito pé no chão, tem um forehand impressionante que acelera a bola de um jeito rústico. O público admite o talento dele, mas a torcida às vezes nos cobra resultados milagrosos, achando que ele tem que atropelar todo mundo. Não funciona assim. É preciso calmaria para evoluir — dispara Léo Ortiz, em entrevista exclusiva.
Se nas quadras o zagueiro funciona até como sparring nos treinos da esposa Maitê — com quem aguarda o nascimento da filha Serena —, no vestiário do Ninho do Urubu a cobrança é por produtividade imediata. Na reta final da ralação médica para curar um estiramento na coxa direita, Ortiz põe fim ao impasse sobre seu aproveitamento e avisa que o Flamengo entra em modo de guerra. O clube, que ostenta a melhor campanha da Libertadores e morde os calcanhares do líder no Brasileirão, entra em um período onde não há espaço para nenhum acordo travado com o erro.
O Flamengo reage ao hiato de competições e ajusta os últimos parafusos táticos para encarar a maratona de decisões que define o destino de 2026. Léo Ortiz trabalha forte nos treinos comandados pela comissão técnica, ciente de que o material humano do elenco será testado ao limite nas próximas semanas. Inspirado pela variação "fora da caixinha" do espanhol Carlos Alcaraz, o zagueiro espera usar a mesma inteligência tática nos gramados para desatar os nós das defesas adversárias e carimbar mais taças pesadas para a vitrine da Gávea.
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